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  • Diário de viagem - Ilhabela

    Há algumas semanas viajamos para Ilhabela, primeira viagem da Maria Luiza e primeira vez dela conhecendo o mar, viajamos juntos com o papai e o grupo que ele faz parte, eles participaram do pré festival Ilhabela in Jazz, chegamos lá na sexta-feira e fomos direto assistir um workshop que o grupo deu para alunos do ensino fundamental, no sábado assistimos o show deles a beira mar e no domingo levamos Maria Luiza para curtir a praia, foi um fim de semana maravilhoso, curtimos com a família, amigos e muita música.
    A banda do papai se chama Noneto de casa, para quem quiser conhecer mais sobre o grupo pode acessar os seguintes links:



















    Laranja Mecânica de Anthony Burgess - Resenha de Thales Augusto


    Sinopse: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) é um romance distópico de Anthony Burgess publicado em 1962. Situado na sociedade inglesa de um futuro próximo, que tem uma cultura de extrema violência juvenil, onde um anti-herói adolescente dá uma narração em primeira pessoa sobre suas façanhas violentas e suas experiências com autoridades estaduais que possuem a intenção de reformá-lo. É parcialmente escrito em uma gíria influenciada pelo russo e inglês, chamada "Nadsat". É uma sátira à sociedade inglesa.
    O romance foi inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro, por quatro soldados estadunidenses, da primeira mulher do autor, Lynne. A leitura é difícil, pois Burgess inventou uma linguagem em gírias para ser falada por adolescentes. A linguagem causa estranhamento nos leitores e os termos eslavos e palavras rimadas exigem dedução para o entendimento. A maioria das edições do romance é acompanhada de um glossário.
    Em 2005, Laranja Mecânica foi incluído na lista da revista Time dos 100 melhores romances anglófonos escritos desde 1923,  e foi nomeado pela editora Modern Library e seus leitores um dos 100 melhores romances anglófonos do século 20. O manuscrito original do livro se encontra na Universidade McMaster em Hamilton, Ontario, Canadá, quando a universidade comprou o manuscrito em 1971.

    Resenha: O livro Laranja Mecânica foi dividido em três partes, cada parte com sete capítulos, cada capitulo com um enredo a parte, magnifico e surpreendente.
    A primeira parte retrata o período um pouco antes de Alex ser preso, mostrando os atos dele e seus amigos.  Vemos nesta parte a crueldade de Alex com apenas 15 anos demonstrando uma enorme violência, esta parte para pessoas que são frágeis é bom nem ler, pois é violência por violência mesmo, não tem um motivo para tamanha crueldade.
    Na segunda parte se passa na prisão e começa com Alex descobrindo e submetendo-se ao Método Ludovico, essa parte é referente às torturas que Alex passa na prisão, a ultima parte é a volta de Alex a sociedade, modificado pelo método, de certo modo, é nessas duas últimas partes que dá pra você viajar sobre as intenções do autor ao escrever sobre lavagem cerebral. O governo claramente tentando controlar o instinto humano, com um método horrendo, o ser humano que é algo imutável, podemos refletir se isso seria uma opção viável.
    O livro todo é narrado em primeira pessoa pelo personagem principal Alex, o que torna o livro ainda mais interessante, fazendo com que você se sinta parte da historia, o livro tem um linguajar próprio que as vezes se torna complicado de se entender, mesmo com o glossário se torna complicado, mas conforme você vai lendo, os termos vão se repetindo e se tornando  familiares e os novos ficam mais fáceis de serem interpretados.
    Algo que eu achei estranho na leitura deste livro, que eu não sei dizer se  foi intencional do autor, o personagem Alex consegue que mesmo com toda a sua crueldade ele consegue em alguns momentos ser adorado pelo leitor é uma mistura de sentimentos, em uns capítulos queremos a sua morte já em outros sentimos pena dele, isto é algo meio louco, sentimos raiva, nojo, pena, ódio, pena de novo e em raros momentos chegamos a ter simpatia por Alex.

    Penso eu se a intenção do autor era fazer com que refletíssemos sobre a complexidade do ser humano, do governo e da sociedade, se era ele conseguiu com maestria, á todo o momento pensamos a que ponto chega a maldade do ser humano.

    Circuito caixa de corrida 2017

    Ontem eu tive o prazer de participar da primeira corrida da minha vida, meu namorado já corre há um pouco mais de um ano e sempre me chamou para treinar, mas a preguiça e o ócio não deixavam, ontem resolvi sair da minha zona de conforto e tentar, depois de ir dormir as 01h30 da madrugada porque as malucas das minhas irmãs resolveram ir á um barzinho na noite anterior a da corrida, tivemos que acordar ás 4h para ir para o Pacaembu, eu ia deixar Maria Luiza com minha mãe, mas no último minuto resolvi leva-la, quero ter o máximo de experiências possíveis ao lado da minha filha e inclui-la em tudo que eu fizer, sendo assim fiz o circuito empurrando um carrinho de bebê, foi uma experiência nova, porém prazerosa, e Maria Luiza foi sucesso na corrida rsrs, com certeza irei participar mais vezes.
    Eu participei da prova de 5 quilômetros, já Wellington participou da de 10 quilômetros. 







    Essas minhas manias

    imagem: We heart it

    "Josielma Ramos"

    Vivemos algo lindo,
    Era amor verdadeiro,
    Mas você não quis ir até o fim para ver no que daria,
    Foi covarde e fugiu,
    Talvez tenha sido melhor para nós dois,
    Você é tão certinho e eu essa bagunça emocional,
    Eu sou poeta,
    Artista,
    Tenho minhas manias,
    Eu acordava no meio da noite para escrever,
    Você reclamava da minha coleção de canetas, 
    E de às vezes do nada eu sair correndo para anotar algo que me vinha à mente,
    Eu tinha mil manias que irritavam você...
    Agora você tem ela!
    Não a conheço,
    Mas duvido que ela seja como eu,
    Tenho certeza que ela dorme a noite inteira sobre o seu peito
    E que não desperta nas madrugadas como eu fazia,
    E tenho certeza que você sente falta dos meus sobressaltos no meio da noite,
    Você sente falta das minhas manias,
    Você sente falta das minhas loucuras,
    Mas você nunca mais presenciará nenhuma delas.

    A Teoria de Tudo: A Extraordinária História de Jane e Stephen Hawking - Resenha de Thales Augusto




    Sinopse: A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida. O livro que inspirou o emocionante filme A Teoria de Tudo.

    Resenha: O livro "A teoria de tudo" é bem complexo e relata o relacionamento de Jane e Stephen Hawking e as dificuldades que ambos passaram devido à doença de Stephen, ele é diagnosticado ainda jovem com uma doença degenerativa chamada de Esclerose Lateral Amiotrófica, conhecida como “ELA”, que é uma distrofia neuromuscular que provoca a destruição progressiva dos neurônios responsáveis pelo movimento dos músculos.
    O livro deixa claro que por trás de todo grande homem sempre há uma grande mulher, Jane se apaixonou por Stephen mesmo ciente de sua doença, sabendo que poderia a qualquer momento ela ficar responsável por Stephen, quando jovem Jane se apaixona por Stephen um garoto tímido, porem extremamente inteligente e então iniciam um namoro.
    Entre o encanto do primeiro amor e as ideias brilhantes do ainda garoto Stephen, esse relacionamento cresce com o passar do tempo e mesmo com a complicação da doença cruel de Stephen, Jane aceita o pedido de casamento feito pelo jovem apaixonado.
    Jane explica no livro que seu casamento não se resume a ela e Stephen, além do casal tem um fator de extrema importância a doença, mesmo com toda a dedicação a seu marido a degeneração torna o casamento muito complicado e com os anos se junta ao casamento um novo fator a física, Stephen começa a dar mais tempo as suas formulas e teorias do que a sua esposa, Jane começa receber cada dia menos atenção, ainda mais que aos poucos Stephen começa a se tornar famoso, trilhando seu caminho como Stephen Hawking um físico conhecido mundialmente.
    Jane deixa de viver seus sonhos para viver os de seu marido e o pouco tempo que lhe resta ela se dedica a família, e isso faz com que ela se sinta ofuscada pelo brilho e genialidade de Stephen.
    Algo que se torna interessante no livro são os debates religiosos que ocorremwkk entre Stephen e Jane, ele ateu diz que suas teorias não tem espaço para a fé, já Jane encontra na fé um refugio para suportar as dificuldades de seu dia-a-dia, com o tempo esse e outros empecilhos vão degastando o casamento.
    Vemos a cumplicidade de Jane a Stephen neste livro, ela se torna responsável por cada atividade de seu marido, o livro mostra que os enfermos sofrem muito, mas as pessoas que os amam sofrem da mesma forma ou mais, por ver o seu ente querido naquela situação e não poder fazer nada para mudar aquilo.
    A história dessa família nada convencional foi esclarecida de forma sincera pela autora deste livro Jane Hawking a primeira esposa do físico renomado Stephen Hawking. Jane fez o possível para salvar o seu casamento, porem as dificuldades da vida acabaram deteriorando tudo. Isso nos mostra que as vezes apenas  o amor não é o bastante, para levar um casamento a diante, mas nos mostra que tem coisas que só o amor suporta.

    Meu dilúvio


    Imagem: We heart it

    "Thales Augusto - Montanha"

    O dilúvio é um desastre natural
    Mas o que seria do mundo sem o diluvio
    Não teríamos a arca de Noé 
    Não teríamos uma chance de recomeçar 
    Eu vejo o dilúvio como uma oportunidade 
    De mostrar suas forças 
    De aproveitar a chance de um recomeço
    O diluvio traz consigo algo bom
    Ele destrói tudo de ruim que já aconteceu e dá a chance de você começar do zero 
    Ninguém passa por dois dilúvios
    Chuvas passageiras tem inúmeras em nossa vida.
    Mas dilúvio tem apenas um.
    Você é o meu dilúvio.

    Thales Augusto: Nosso novo colunista

    Olá galera, hoje tenho uma novidade para contar, estamos aumentando a equipe de uma pessoa do blog e agora seremos duas pessoas, isso mesmo, agora teremos um colunista que irá fazer resenhas literárias toda quinzena aqui no blog, é um grande amigo meu e colega de faculdade Thales Augusto, então irei fazer uma breve apresentação para que vocês possam saber um pouquinho mais sobre ele.


    Thales tem 25 anos, reside em Osasco - SP, faz faculdade de letras, é ex bancário, escritor e poeta, ele sonha em escrever um best seller, gosta de ler gêneros como suspense, mistério e contos, é fã de Harry Potter e Game of Thrones.
    Escreve poemas maravilhosos o que nunca admitirei para ele nem sob tortura, tem uma alma linda e sensível, é um cara super talentoso e um dia será um grande escritor, então guardem seu nome 

    Citação que Thales leva pra vida:
    "Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier".

    Então vamos dar as boas-vindas a ele e bem vindo ao Como vejo o mundo.

    Onde encontrar o trabalho dele: Montanha Escritor

    Florbela Espanca a poetisa dos excessos

    Quando estava no colegial me apaixonei por poemas e poesias, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.


    Florbela Espanca
    Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
    Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
    Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
    Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
    A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
    Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
    Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
    ***
    Esse foi o primeiro poema dela que eu li:

    Eu ...

    Eu sou a que no mundo anda perdida,
    Eu sou a que na vida não tem norte,
    Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
    Sou a crucificada ... a dolorida ...

    Sombra de névoa tênue e esvaecida,
    E que o destino amargo, triste e forte,
    Impele brutalmente para a morte!
    Alma de luto sempre incompreendida!...

    Sou aquela que passa e ninguém vê...
    Sou a que chamam triste sem o ser...
    Sou a que chora sem saber porquê...

    Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
    Alguém que veio ao mundo pra me ver,
    E que nunca na vida me encontrou!

    "Florbela Espanca"

    Novo projeto de contos de terror: Wicth House



    Hoje quero contar um pouco sobre um projeto pelo qual tenho muito carinho, já o venho desenvolvendo a algum tempo, e tudo começou por causa de umas crises que tenho no meio da noite, apesar de eu sofrer muito com as dores, escrever me traz certo alivio e me distrai delas.
    Felizmente já faz quase um mês que não tenho essas crises, e com o fim delas (espero que seja o fim) decidi iniciar um projeto inspirado nos contos que eu escrevia na hora da dor. O projeto se chama Witch House (Casa da Bruxa), e nessa casa vive uma bruxa que gosta de fazer os viajantes se perderem em uma floresta e o único caminho possível é o de sua casa, de onde só sairão após ouvi-la contar uma de suas histórias e é ai que entra as histórias que escrevi, eu criei o projeto no Tumblr que é uma plataforma que eu amo, o layout do blog é bem simples, e essa era minha intenção, fazer algo simples e objetivo, então espero que gostem tanto como eu tenho gostado de fazer esse projeto, abaixo deixarei o link para o blog. 



    Bom dia vizinho!


    (Texto escrito em 2013)
    "Josielma Ramos"

    As vezes tenho vontade de sair gritando, ou simplesmente de fazer o que tenho vontade, as vezes não quero dizer bom dia para os vizinhos, não sou obrigada, (sim eu tenho o direito de ser mal-educada) não foi assim que minha mãe me educou, mais ela também não é flor que se cheire, afinal eu puxei alguém não é verdade? Não, porque o simples fato de você se levantar pela manhã sem poder comer o que quer por que está de dieta por causa da academia já não fosse o suficiente pra te deixar de mal-humor, ainda tem uma TPM pós menstruação que te deixa louca querendo arrancar os olhos de alguém (Sim, eu tenho TPM pós menstruação, não durante, mais antes e depois), você ainda tem que dizer Bom dia vizinho! 
    "BOM DIA PORQUE?" o que tem de bom, aliás o que você tá fazendo de pé essa hora, não trabalha, não faz nada, fica só ai sentado na porta da sua casa cuidando da vida de quem passa na rua, o raça ruim, odeio gente que cuida da vida dos outros, mais eu ODEIO mesmo, como eu já não tivesse tias suficientes para fazer isso, pra dizer você engordou desde a última vez que te vi, ou minha nossa como seu cabelo tá acabado, eu ainda tenho que aguentar essas P*#$@ de vizinhos.
    Mais enquanto não entro em um mundo paralelo onde posso fazer o que quero, continuo meu caminho com o Bom dia vizinho!

    Quem é de verdade? by "Josielma Ramos"


    "Josielma Ramos"

    Eu escrevia poemas e coisas como a saudade sem nem mesmo saber o que ela significava,
    Não tinha um sentido muito emocional, 
    Eu apenas sentia saudades, 
    Sei lá de quê,
    Talvez de gente que eu nem conhecia, 
    De gente que talvez nem existia, 
    Gente que foi uma criação,
    Da minha imaginação, 
    Eu sentia saudades de uma pessoa perfeita que só existia na minha cabeça, 
    Será que era uma ilusão?
    Ilusão essa que criei de você, 
    Todo mundo é perfeito até que o véu que está sob nossos olhos caia, 
    Revelando assim a verdadeira face.

    Textos que escrevi na depressão

    Sem rumo

    (escrito em 3/9/2015)


    As vezes querer escrever sobre o amor é complicado, esses dias mesmo pelo fato de querer desabafar e escrever sobre ele e não conseguir eu cortei meu cabelo. Sim eu mesma, entrei no chuveiro, tomei um banho demorado e quando terminei cortei o cabelo, e sabem de uma coisa, eu fiquei muito feliz e satisfeita no fim, o corte não ficou perfeito, mas eu adorei, acontece que desde que o meu ex marido foi embora eu sentia um peso que precisava ser descarregado.
    Sinto que estou para ter uma grande mudança na minha vida, sempre foi assim quando algo estava para acontecer, e eu realmente preciso disso.
    Sinto-me uma nova mulher, mas até quando? depois de umas semanas aquela sensação de vazio retorna e eu fico perdida novamente sem saber o que fazer.
    Me vejo como pessoa triste e sem prospecção na vida, me afundando todo dia um pouco mais, eu sinto que escrever é derramar no papel as lágrimas que já não escorrem no meu rosto. Mas até quando?

    Ninguém gosta de ser incompleto

    (Texto escrito em 05/09/2015)


    Porque estar só é tão difícil? Porque o ser humano tem essa necessidade de estar sempre acompanhado? Não é ruim ser solitário, ruim é ter a necessidade de se ter alguém a todo instante, não estou falando sobre amigos, estou falando de relações, estive casada por um longo tempo, aliás casei-me cedo demais, e não me arrependo disso, porém era uma coisa quase sufocante passar tanto tempo com alguém, tanto que nos momentos que eu estava sozinha era quase uma sensação de alivio.
    Posso ter algum problema com relações, sei lá, a verdade é que eu nunca admitiria isso pra qualquer pessoa que me perguntasse, relações são complicadas, você tem que se doar para a pessoa com quem você está, na minha experiência eu me doava tanto e não me sentia completa, não posso dizer que meu ex não fazia a parte dele, porém como eu disse acima chegava a ser sufocante, fui apaixonada por tanto tempo que esqueci que tinha uma vida e tudo girava em torno dele, deixei meus planos individuais de lado para fazer planos com ele, planos que nunca concretizamos pois sempre deixávamos para depois, para quando tivéssemos tempo ou quando tivéssemos dinheiro, a verdade é que nunca tínhamos tempo ou dinheiro, e o casamento acabou e ele arrumou uma namorada, com a qual fez tantos planos em pouco tempo e concretizou metade deles, não deu certo e agora ele já está namorando novamente, não sei o que vai dar e estou feliz por ele, estávamos infelizes juntos e espero que alguém possa faze-lo feliz como eu não pude, eu no momento estou curtindo minha vida de solteira, que não sabia o que era desde os 17 anos, conheci algumas pessoas interessantes, mas nada que me fizesse ter vontade de me prender a algo sério novamente, a verdade é que ninguém gosta de ser incompleto, estou vivendo meu momento e não acredito que um homem irá me completar.

    Deixa a vida me levar

    (texto escrito em 09/02/2016)


    A vida é uma massa disforme de erros, quando mais se erra maior essa massa fica, e mais pesada, tenho errado tanto nos últimos tempos que nem tenho mais ideia do que é certo ou errado, conheci uma pessoa maravilhosa e apenas estraguei tudo que estava construindo, eu tenho um dom para isso, estragar tudo que eu toco, ai fico pensando porque insisto nesse erro, não posso e nem quero estar com ninguém, mas também não consigo ficar sozinha, e é nessas horas que me odeio e sinto um imenso desprezo por mim, porque eu realmente acredito que é possível ser feliz sozinha, acredito em amor próprio, acredito em se amar antes de amar alguém, porém a noite eu sinto falta de alguém para me abraçar e fazer um carinho, não todas as noites, as vezes é bom ter a cama só para si, mas não sempre.
    Minha vida se resume a uma cama vazia, pés gelados, e uma solidão quase apática, não sei se isso mudará, no momento cansei de fazer planos, como diz a música, deixa a vida me levar, vida leva eu...

    Resenha: Anjos - o segredo de Judith - Wudson Silva


    Livro autografado enviado pelo autor 

    Galera ganhei esse livro autografado do autor, e como não podia deixar de ser eu li e resolvi compartilhar com vocês a minha opinião.


    Sinopse:

    Isaias é um policial mal-humorado que exerce seu trabalho sem maiores percalços na apática Rio Vermelho, pequena cidade do interior de Minas Gerais. Mas sua rotina se transforma quando, em certa manhã, é encontrado no quintal da casa paroquial o corpo da jovem Judith. A investigação mal sucedida leva à solicitação de auxílio de um detetive da capital. Clóvis, o detetive recém-chegado, exibia um estranho movimento no olhar e uma capacidade extraordinária e inacreditável: ele lia os pensamentos alheios. Pelo delegado, Isaías soube que o detetive fazia isso dialogando com anjos. A investigação ia ficando a cada dia mais instigante. Mas Isaías intrigava-se com dificuldade de Clóvis em desvendar o crime, afinal, não lhe bastaria perguntar e observar os anjos próximos dos suspeitos? Assim que Isaias compreende como o detetive Clóvis visualiza o mundo através dos anjos e como esses influenciam os seres humanos, descobriu não só o segredo de Judith, mas viu mudar por completo sua vida e seu destino.


    Minha opinião:
    O livro baseia-se em um romance policial, onde o detetive tem o poder de conversar com os anjos. Envolve dois personagens principais e a morte de uma jovem catequista.
    É envolvente,  misterioso e muito instigante, eu gostei, o dialogo é simples e bem feito o escritor tem a capacidade de nos envolver na história, eu no inicio realmente odiava o policial Isaias é um cara irritadiço e só reclamar de tudo, ele tem qua acompanhar o detetive Clóvis em uma investigação que tem data para terminar,  pouco a pouco você vai conhecendo melhor os personagens e aprendendo a gostar deles.

    Eu recomendo a leitura.

    Resenha: O Caso dos dez negrinhos - Agatha Christie


    Sinopse:

    Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitavél, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.
    A mansão da Ilha do Negro é toda enfeitada com pinturas de homens negros em telas penduradas na parede, além de dez esculturas de negrinhos dispostas sobre a mesa, e o mais curioso, um poema que está presente em todos os quartos daquela imensa casa. O poema, muito conhecido na Inglaterra, conta a história de dez negrinhos que morrem de formas trágicas durante a história.

    Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
    Um deles se engasgou e então ficaram nove.
    Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
    Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
    Oito negrinhos vão a Devon de charrete;
    Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
    Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
    Que um deles se corta, e então ficaram seis.
    Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco;
    A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
    Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
    Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
    Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez
    O arenque defumado, e então ficaram três.
    Três negrinhos passeando no Zoo.
    E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois.
    Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
    Um deles se queimou, e então ficou só um.
    Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
    Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.”
    Minha opinião:
     Li esse livro quando eu tinha entre 13  e 14 anos, e sempre o quis pra mim, ano passado passeando pelo bairro da Lapa-SP garimpei em uma banca de jornal esse exemplar e mais 3 junto com ele, paguei apenas R$ 3,00 reais nele o que me deixou muito feliz, li ele novamente e relembrei a história que me fez apaixonar pela Agatha Christie. 
    Eu amo esse livro, e quem gosta de historias de crime e assassinato em série também vai adorar, a autora consegue te prender página a página querendo saber quem é o assassino, o que obviamente é difícil de decifrar tendo em vista que todos são suspeitos até que se prove ao contrario.
    Devo dizer que me surpreendi com o final do livro tanto da primeira vez que li quando da segunda visto que se passaram 12 anos da primeira leitura pra segunda, eu realmente indico esse livro, você vai ler e reler e não vai se cansar.

    Resenha: As chaves do reino, Sr. Segunda-Feira - Garth Nix

     Sinopse:

    Sete dias. Sete chaves. Sete virtudes. Sete pecados.
    Ninguém espera que Artur Penhaligon seja um herói. Órfão, com a saúde debilitada e sem coragem, ele sofre com o medo de que a praga que invadiu seu país leve embora sua família adotiva. Mas, quando uma estranha chave em forma de ponteiro de relógio é entregue a ele, Artur descobre que é o Herdeiro das Chaves para o Reino. Tudo o que acha que sabe – sobre seus pais, sua cidade e sua vida – está prestes a mudar. Agora que ele herdou a Chave de uma Casa estranha e perigosa, não há como voltar atrás. Ele deve reunir toda sua coragem e arriscar aquilo que ama para desvendar os segredos do mundo que descobriu e salvar o mundo que ele conhece.

    Minha opinião:

    Demorei pra começar a ler esse livro, o inicio achei meio chato e tedioso, mais depois de umas três ou quatro páginas você começa a se interessar pela história.
    Artur descobre que não é um menino qualquer, ele é o herdeiro das Chaves do Reino, objetos mágicos de poder, e que vai ter de enfrentar situações de perigo para combater uma nova praga transmitida ao nosso mundo por criaturas malignas dos mundos inferiores, ele descobre que quando segura o ponteiro do relógio seus problemas de asma desaparecem, depois que uma praga ameaça matar todos os membros da família de Artur, ele é transportado para um outro reino, onde tudo é diferente. O tempo aqui não é igual ao que vivemos, e logo Artur se mete em apuros, e é ajudado pela simpática Suzy-azul, moradora da “Casa”, que é o reino em que Artur se encontra agora.
    Artur é perseguido pelos capangas do Sr. Segunda-feira: Meio-dia de Segunda-feira e Meia-noite de Segunda-feira. Mas com a ajuda de Suzy-azul, e do Testamento mágico ‘Will’ que protege a chave, ele irá até o fim para proteger aquilo que lhe foi dado: O poder sobre os reinos.
    Ainda não li o restante dos livros da série, mais espero ler em breve.

    Continuações da série:

    O Horrível Terça-Feira
    Quarta-Feira Submersa
    O Furioso Quinta-Feira
    Senhorita Sexta-Feira
    Sábado Supremo
    Lorde Domingo.

    Resenha: Alucinada - Alexandre Tavares


    Sinopse:

    Alice Cooper e Easy Class são os atores mais badalados de Nova York desde que se formaram na faculdade, há alguns anos. Alice é o tipo de mulher cuja á vida é um sonho, um conjunto ostensivo de beleza, emprego ideal e namorado perfeito; só que em uma dessas noites de trabalho, Jake Moor – namorado de Alice – simplesmente é encontrado morto, nesse momento ela sente como se estivesse perdendo tudo. Manchetes anunciam o desaparecimento social de Alice, mas um ano depois ela volta para Nova York, encorajando-se a enfrentar os holofotes outra vez, o problema em tudo isso é que Jake ainda está por toda parte – na mente de Alice. As coisas mudam com sua volta; a relação com Easy começa a esquentar, mas ainda tem a Jenna, que sempre foi uma pedra no sapato, insistindo manter esse triangulo amoroso mesmo tendo um noivo aparentemente ideal. Como se não bastasse, uma noite que todos desejaram esquecer volta à tona quando a polícia anuncia o assassinato de Haiden Witches, agora além de manter seus empregos, eles estão com a liberdade comprometida! Quem matou Jake Moor? E por quê? E Aquela noite? O que realmente aconteceu entre Haiden e Alice? E Quando essas alucinações vão parar?

    Minha opinião:

    Na época que comprei esse livro eu tinha um amigo que trabalha em uma livraria e sempre me indica livros, um dia entrei e estava na dúvida sobre que livro comprar, ele me disse que tinha chegado os livros de um amigo dele e que eu deveria ler, conclusão naquele dia peguei um ônibus e fiquei duas horas no trânsito o que me fez ler metade do livro, no dia seguinte terminei de ler, uma leitura que nos  prende e surpreende.
    Um livro bom e de leitura fácil que te faz querer continuação, é uma história cheia de intrigas e mistérios, personagens com personalidades marcantes e que chamam a atenção, aconselho que ao ler prestem atenção aos detalhes pois na trama ocorrem dois assassinatos em que todos são suspeitos,  tem um enredo realmente surpreendente pois cada vez que você pensa em um culpado fica mais distante do verdadeiro, não vou dar muitos detalhes para não encher de Spoilers, mais super indico a leitura desse livro.

    Aviso da lua que menstrua - Elisa Lucinda


    Segregação - Josielma Ramos


    Um poema sobre um poema

    "Josielma Ramos"
    Escrevi um poema para quem eu amo,
    A vontade de mostra-lo é imensa,
    Quero exibi-lo
    Esfregar na cara do mundo inteiro.



    Escrevi um poema para quem eu amo,
    Mas não farei nada do que disse acima,
    Sim é um lindo poema,
    Eu poderia dançar uma valsa com ele.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    Mas apesar desse poema ser lindo e precisar ser exibido,
    Ele já foi lido...
    Por aquele que amo.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E ele adorou aquele poema,
    Sendo assim, por mais que eu queira gritar que o amo,
    E queira exibir aquele poema, eu não o farei.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E não o farei pelo simples fato de que todo amor deve ser exaltado,
    Mas nem sempre exibido,
    Por que às vezes um amor exibido se torna um amor falido e fadado ao fracasso.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E esse poema foi lido,
    Foi aceito,
    E por ele achado perfeito.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E ao escrever eu pude nele transpor tudo que de mais lindo sinto,
    A imensidão desse precipício que é o amor,
    A tristeza que é a solidão.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    Logo eu, que julguei nunca mais ser capaz de amar outra pessoa,
    Logo eu que jamais pensei que alguém me amaria,
    Logo eu que era tão incrédula e sem fé no amor.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E esse poema talvez um dia venha a tona,
    Mas por enquanto me conformo dele ter sido lido por quem eu amo,
    E isso me basta.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    É que as vezes alguns poemas não são feitos para expor,
    É que às vezes um poema escrito com amor é tão único que apenas uma pessoa mereça lê-lo,
    E outras, poucas, em raras ocasiões.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    É um daqueles poemas que te lembram uma relação,
    Que deve ser vivida a dois, sem intromissão,
    Um poema pra ser dividido assim como se divide seu coração.

    Escrevi um poema para quem eu amo.


     
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