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    Imagem: We heart it

    "Thales Augusto - Montanha"

    O dilúvio é um desastre natural
    Mas o que seria do mundo sem o diluvio
    Não teríamos a arca de Noé 
    Não teríamos uma chance de recomeçar 
    Eu vejo o dilúvio como uma oportunidade 
    De mostrar suas forças 
    De aproveitar a chance de um recomeço
    O diluvio traz consigo algo bom
    Ele destrói tudo de ruim que já aconteceu e dá a chance de você começar do zero 
    Ninguém passa por dois dilúvios
    Chuvas passageiras tem inúmeras em nossa vida.
    Mas dilúvio tem apenas um.
    Você é o meu dilúvio.

    Thales Augusto: Nosso novo colunista

    Olá galera, hoje tenho uma novidade para contar, estamos aumentando a equipe de uma pessoa do blog e agora seremos duas pessoas, isso mesmo, agora teremos um colunista que irá fazer resenhas literárias toda quinzena aqui no blog, é um grande amigo meu e colega de faculdade Thales Augusto, então irei fazer uma breve apresentação para que vocês possam saber um pouquinho mais sobre ele.


    Thales tem 25 anos, reside em Osasco - SP, faz faculdade de letras, é ex bancário, escritor e poeta, ele sonha em escrever um best seller, gosta de ler gêneros como suspense, mistério e contos, é fã de Harry Potter e Game of Thrones.
    Escreve poemas maravilhosos o que nunca admitirei para ele nem sob tortura, tem uma alma linda e sensível, é um cara super talentoso e um dia será um grande escritor, então guardem seu nome 

    Citação que Thales leva pra vida:
    "Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier".

    Então vamos dar as boas-vindas a ele e bem vindo ao Como vejo o mundo.

    Onde encontrar o trabalho dele: Montanha Escritor

    Florbela Espanca a poetisa dos excessos

    Quando estava no colegial me apaixonei por poemas e poesias, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.


    Florbela Espanca
    Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
    Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
    Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
    Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
    A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
    Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
    Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
    ***
    Esse foi o primeiro poema dela que eu li:

    Eu ...

    Eu sou a que no mundo anda perdida,
    Eu sou a que na vida não tem norte,
    Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
    Sou a crucificada ... a dolorida ...

    Sombra de névoa tênue e esvaecida,
    E que o destino amargo, triste e forte,
    Impele brutalmente para a morte!
    Alma de luto sempre incompreendida!...

    Sou aquela que passa e ninguém vê...
    Sou a que chamam triste sem o ser...
    Sou a que chora sem saber porquê...

    Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
    Alguém que veio ao mundo pra me ver,
    E que nunca na vida me encontrou!

    "Florbela Espanca"

    Novo projeto de contos de terror: Wicth House



    Hoje quero contar um pouco sobre um projeto pelo qual tenho muito carinho, já o venho desenvolvendo a algum tempo, e tudo começou por causa de umas crises que tenho no meio da noite, apesar de eu sofrer muito com as dores, escrever me traz certo alivio e me distrai delas.
    Felizmente já faz quase um mês que não tenho essas crises, e com o fim delas (espero que seja o fim) decidi iniciar um projeto inspirado nos contos que eu escrevia na hora da dor. O projeto se chama Witch House (Casa da Bruxa), e nessa casa vive uma bruxa que gosta de fazer os viajantes se perderem em uma floresta e o único caminho possível é o de sua casa, de onde só sairão após ouvi-la contar uma de suas histórias e é ai que entra as histórias que escrevi, eu criei o projeto no Tumblr que é uma plataforma que eu amo, o layout do blog é bem simples, e essa era minha intenção, fazer algo simples e objetivo, então espero que gostem tanto como eu tenho gostado de fazer esse projeto, abaixo deixarei o link para o blog. 



    Bom dia vizinho!


    (Texto escrito em 2013)
    "Josielma Ramos"

    As vezes tenho vontade de sair gritando, ou simplesmente de fazer o que tenho vontade, as vezes não quero dizer bom dia para os vizinhos, não sou obrigada, (sim eu tenho o direito de ser mal-educada) não foi assim que minha mãe me educou, mais ela também não é flor que se cheire, afinal eu puxei alguém não é verdade? Não, porque o simples fato de você se levantar pela manhã sem poder comer o que quer por que está de dieta por causa da academia já não fosse o suficiente pra te deixar de mal-humor, ainda tem uma TPM pós menstruação que te deixa louca querendo arrancar os olhos de alguém (Sim, eu tenho TPM pós menstruação, não durante, mais antes e depois), você ainda tem que dizer Bom dia vizinho! 
    "BOM DIA PORQUE?" o que tem de bom, aliás o que você tá fazendo de pé essa hora, não trabalha, não faz nada, fica só ai sentado na porta da sua casa cuidando da vida de quem passa na rua, o raça ruim, odeio gente que cuida da vida dos outros, mais eu ODEIO mesmo, como eu já não tivesse tias suficientes para fazer isso, pra dizer você engordou desde a última vez que te vi, ou minha nossa como seu cabelo tá acabado, eu ainda tenho que aguentar essas P*#$@ de vizinhos.
    Mais enquanto não entro em um mundo paralelo onde posso fazer o que quero, continuo meu caminho com o Bom dia vizinho!


     
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