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  • Retrospectiva: Internação e parto - 4° dia, nascimento da Maria Luiza

    No 4° dia tudo estava mais calmo depois daquela noite de horror, minha mãe passou a manhã e parte da tarde comigo, Wellington chegou no fim da tarde e minha mãe explicou tudo que havia ocorrido na noite anterior a ele, e que qualquer coisa era só chamar que ela viria correndo, tudo parecia tranquilo até que no inicio da noite as dores voltaram mesmo com a medicação, minhas contrações começaram de 15 em 15 minutos e foram diminuindo, logo estavam vindo de 5 em 5, a médica que veio me examinar ficou muito brava com as enfermeiras pois ninguém havia vindo me dar banho durante todo o dia, desde a noite anterior, e ela precisava me examinar e eu ainda estava toda ensanguentada, depois do banho a médica mandou me colocarem um cateter para a urina e mandou me monitorarem para ver os batimentos cardíacos do bebê, algo estava errado e dava pra notar na cara dela, porém ela nada me disse, o enfermeiro que ficou monitorando não conseguia encontrar os batimentos cardíacos, ele colocava o aparelho em todas as posições e nada, depois de algum tempo a médica voltou e fez o toque, eu estava com 8 cm de dilatação, ela pediu para continuarem monitorando.
    Teve troca de plantão das enfermeiras e adivinhem quem foi que entrou no quarto, uma das enfermeiras da noite anterior, ela entrou como se nada tivesse ocorrido na noite anterior e fez o trabalho dela, logo em seguida entrou a outra que estava com ela na noite anterior, mas como eu estava com o Wellington essa não me reconheceu, e já foi perguntando para a primeira, como está a nossa "amiguinha dos 7 de dilatação" a outra fez sinal para ela parar de falar e disse, "é ela", ai a outra toda sem graça olhou pra mim e disse, "sua mãe está mais calma" e depois olhou para o Wellington e disse "ainda bem que é você que está aqui hoje pai". É preciso ter sangue frio para lidar com algumas pessoas, e a minha preocupação naquele momento nem era mais o descaso dessas duas enfermeiras, era a vida da minha filha, a médica entrou em seguida e disse que se não conseguissem ouvir os batimentos ia fazer o parto porque eu estava dilatando muito rápido, e assim aconteceu, quando eu cheguei a 9 cm de dilatação ela me preparou para o parto, ela disse que tinha que fazer o parto o mais rápido possível dentro de meia-hora.
    Pra minha sorte as duas enfermeiras não ficaram na sala durante meu parto, quem ficou foi uma outra enfermeira que cuidou de mim no primeiro dia e que tinha sido muito legal comigo, Wellington me deu um beijo e disse que ia esperar lá fora, ele não curte ver sangue rsrs, e meu parto foi muito mais sossegado do que eu imaginei, no principio eu fiz tudo errado, eu ouvia nos quartos ao lado as mães gritarem e logo em seguida o choro dos bebês, então imaginei que se eu gritasse ela sairia, e não rolou rsrs, a enfermeira me mandou cerrar os dentes e fechar os lábios e fazer força, nas primeiras duas vezes nada aconteceu, e eu estava muito cansada, a médica acabou tendo que estourar a bolsa pois não estourou sozinha, ai fiz força mais duas vezes e o bebê nasceu, a médica já havia conversado comigo antes e me perguntado o nome dela, eu disse que ainda não sabia, que o pai queria Maria Eduarda ou Maria Luiza, e na hora que ela nasceu, ela me perguntou novamente, "E ai, qual vai ser o nome?" eu olhei aquela coisinha tão miúda na minha frente e disse "Maria Luiza", não deu tempo de dizer mais nada, saíram da sala com a minha filha e a levaram para uma incubadora que estava preparada esperando no corredor para leva-la a UTI.
    Wellington entrou no quarto falando "tem meu nariz" ele não assistiu o parto mas ficou na parte pior que foi a retirada da placenta, disso eu rui muito da cara dele depois. Eu aguardei em uma sala antes de ir para um quarto no andar da UTI, essa foi uma das partes mais difíceis para mim, fiquei em um quarto com mais 3 leitos, havia 3 mulheres com 3 bercinhos ao lado da cama, eas estavam com seus bebês e olhavam para mim com curiosidade, e assim fizeram suas visitas nos 3 dias seguintes ao me ver sem meu bebê.
    Mas nada se compara a finalmente poder ver minha filha, tomei um banho e fui para a UTI, uma sala muito clara, com várias incubadoras e bebês ligados a aparelhos entre a vida e a morte aguardando um desfecho, perguntei para a doutora se minha filha iria sobreviver e ela disse que se passassem as primeiras 75 horas ela estaria fora de risco, foram as 75 horas mais tensas da minha vida.
    E assim foi meu parto e desfecho da primeira parte de nossas vidas como mãe e filha.

    Foto de suas primeiras horas de vida.

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