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21 novembro 2013

A vida que não tive!

A imagem está ruim porque a foto é antiga e é foto da
foto,o garoto na foto é meu pai aos 10 anos e a mulher
 é minha Avó Mariquinha, que faleceu ano passado,
minha mãe dizque ela adotava as crianças e a
Vó Edite é quem tinha o trabalhode cuidar rsrss.
Algum tempo atrás, bem antes da minha avó morrer escrevi um poema sobre rever a cidade que eu nasci, fazia 13 anos que eu não ia lá, sendo que só fui duas vezes na minha vida umas aos 4 anos de idade e outra aos 11, e agora uma terceira é claro por que finalmente pude ir este ano, mais infelizmente a única coisa que pude ver da minha avó foi seu túmulo, para entenderem um pouco meu pai é filho adotivo, os pais dele morreram quando ele ainda era criança quando tinha uns 10 anos, então três irmãs que nunca se casaram o adotaram, a mais velha se chamava Júlia, a chamávamos de Vó Julinha, faleceu quando eu tinha 4 anos, a segunda se chamava Maria Adelaide, chamávamos de Vó Mariquinha, essa é a que faleceu ano passado e ainda nos resta a Vó Edite não sei por quanto tempo mais espero que seja por muito, não escondo de ninguém que ela é minha avó favorita, assim como ela também não esconde das minhas irmãs que sou a neta favorita dela, não é sendo convencida, mais cresci com ela falando isso rsrss, mais a verdade é que eu amava todas as três mães do meu pai,  ao todo elas criaram 6 crianças, mais não todas ao mesmo tempo tanto que a mais nova tem por volta de 17 anos e uma de 20 mora com ela ainda , meu pai já tem mais de 50, e ela ainda ajuda essa de 20 a criar o filho de 10 meses, creio que o amor por criar filhos que não são seus a torna forte apesar de ser uma senhora pequena de 39 kilos apenas, que acorda as 5 horas da manhã todos os dias no calor forte do Piauí para buscar água e cuidar das criações de cabras, que faz todos os serviços de casa com um sorriso no rosto e que faz aquela comidinha caseira que eu sentia tanta falta, matei a minha saudade de revê-la e rever a cidade em que nasci.
Quando ao titulo desde post "A vida que não tive", eu me refiro ao fato de até meus 1 ano e 10 meses a Vó Edite ter cuidado de mim, e quando meus pais vieram para São Paulo construir uma vida melhor me trouxeram junto com eles, não estou reclamando, meus pais me deram uma base pra vida, me deram tudo que não poderiam dar se ainda morassem lá, a maioria das garotas lá se casam aos 14 anos, por ser bem interior não se tem muitas oportunidades de trabalho que não sejam na cidade e são poucos os que se formam, minha mãe e meu pai deram a mim e minhas irmãs mais do que podemos agradecer, mas eu ainda imagino sobre a vida que não tive, como seria se eu ainda estivesse lá, estaria casada e com muitos filhos, ou me apegaria apenas a cuidar da minha avó que tanto fez por tantos? isso nunca vou saber mais eu posso dizer que me sinto feliz, completa e super sortuda por ter tido 7 avós ao todo.
Aqui ela me levou para visitar a antiga casa dela, a casa que eu conheci quando tinha 11 anos,
agora só resta os escombros, mais mesmo assim deu pra matar a saudade, as árvores continuam
do mesmo jeito.
Ela amamentando um cabritinho que não conseguia mamar na mãe, infelizmente ele
morreu no dia seguinte, minha avó disse que já sabia que ele ia morrer, ela me disse:
_Eu os alimento antes de morrer por que não quero que morram de barriga vazia!
Vó Edite
Vó Edite entre os túmulos de suas irmãs, no nordeste é a coisa mais comum tirar foto de pessoas mortas ou ao lado dos túmulos, á esquerda túmulo da Vó Mariquinha e á direita túmulo da Vó Julinha.
Vó Edite segurando seu bisneto Breno, ela criou a Vó dele, a Mãe e agora ele.
Para relembrar o poema que eu escrevi vou deixar ele aqui:

SAUDADES

 "Josielma Ramos"

Simplício Mendes,
Será que um dia voltarei a te ver?
Terra onde nasci,
E onde tão pouco pisei.

Será que ainda subirei em uma arvore de cajá?
No meio do mato
Em seu solo tão árido.

Será que voltarei a ver meu avô e minhas avós?
Os tios que por lá deixei,
Primos desconhecidos.

Será que ainda irei me banhar lá no pinga água?
Não, na seca secou,
E não pinga mais nem uma gota.

Será que ainda verei,
Palmas e árvores de favela,
Tão difíceis de apanhar,
E as galinhas no mato,
E as ovelhas e cabras no pasto seco?

Será que ainda correrei,
Daquela vaca que eu provocava,
Quando tentava chegar perto do bezerro?

Será que ainda verei,
Meu avô matando cabra,
Para a fome matar?
Verei ele lá na roça,
O sustento plantar?

Será que ainda sentirei o cheiro dele?
De cachimbo, pinga, suor e terra.
E da minha avó,
De fogão de barro e lenha.

Ainda verei,
O burrinho empacar na estrada de areia?
E na areia as lagartas verdes,
Lentamente a correr.

Será que ainda verei,
Minha avó doentinha?
Aquela que o médico disse,
Não haver mais cura.

Verei a árvore de juá?
Na frente da casa de Dona Aniza,
Que medo de cobra tinha.
E ficava na cadeira de balanço,
Proseando com vó Edita.

Verei minhas amigas de infância?
Aquelas a quem ensinei amarelinha,
Aquelas que me ensinaram a brincar de roda,
Que comigo corriam entre arbustos no mato,
A roubar os ovinhos dos passarinhos.

Será que ainda verei o centro da cidade?
Onde todo domingo,
Minha avó me levava para tomar sorvete.

Verei os ônibus de viagem,
Levando o povo para outra cidade,
Com aperto e saudade,
Por deixar a terra amada.

Talvez eu vá embora,
E verei olhos que choram,
E mãos acenando,
Dando-me adeus.

Talvez eu volte,
Com saudades no peito,
E uma vontade veloz,
De ali plantar minha vida,
De ali rever minha família.

Essa foto tirei da janela do ônibus no dia de nossa partida,
ela resume bem o penúltimo verso do meu poema,
"Talvez eu vá embora,
E verei olhos que choram,
E mãos acenando,
Dando-me adeus."
Espero que tenham gostado desse post, pois fiz com muito carinho, falar da minha família nem sempre é fácil pra mim, mais eu amo contar a minha história e tenho orgulho das minhas raízes nordestinas.

Até o próximo!

10 agosto 2013

Dependente

"Josielma Ramos"


Minha vida não foi fácil,
Sequer tive uma aventura em segredo,
Talvez por medo ou covardia,
É que as vezes um sentimento de aventura e romance é uma obrigação.

A minha vida escapou de mim,
Não pude salva-la, pobre vida infeliz,
Aventura ou romance?
Bem, eu não me importo mais.

Não tive um enredo encantador,
Não tive um gesto de amor,
Bem sabemos que minha vida foi só de dor,
Pobre vida que já não existe mais.

Minha vida não foi uma aventura,
Agora me lamento de onde estiver,
Minha vida dependia,
De um amor qualquer.

11 março 2013

Desabafo

Esse é um pequeno texto que escrevi há um tempo atrás e que gosto muito, pode ter ficado meio deprimente, mais é assim que gosto dos textos que escrevo!



Minha vida vai se deteriorando pouco a pouco, me pergunto como cheguei nesse ponto, como deixei isso acontecer, e se a culpa de estar assim é realmente minha.
Tento encontrar explicação, porque não é possível que minha vida esteja se esvaindo tão depressa por entre meus dedos, sem que eu possa fazer nada para mudar o rumo da situação, tento gritar mais tudo que ouço é um gemido rouco e fraco de uma voz que um dia já foi forte, alta e estridente, lágrimas percorrem meu rosto, e nada as param, tento enxuga-las, as fazer pararem, mais novas brotam nos cantos de meus olhos.
Sinto-me nua, uma pessoa crua, uma tela vazia, sentimentos escassos, um objeto inanimado, a única forma de comunicação são as palavras que ninguém pode me tomar, isso não, isso me pertence, é meu por direito, meu... Será mesmo ou só estou tentando me convencer? Não, tenho certeza! Isso é meu... Um prazer só meu, e sendo assim talvez eu ainda tenha algum controle sobre minha vida medíocre!

09 junho 2012

Joel

"Josielma Ramos"

Existe uma pessoa, que vive em meus sonhos,
Que me tira o ar, e sua presença me faz querer voar,
Pessoa essa que torna meu mundo, um mundo de cor,
E me tira toda dor, dor que sinto quando sozinha estou.


Existe alguém, que me faz delirar, eu ando e ando,
Sem a nenhum lugar chegar, mais fecho meus olhos,
E encontro um caminho, caminho que só no escuro eu vejo,
E quando os abro, é nos seus braços que estou,
Assim eu chego ao lugar que mais desejo.

Existe um herói, que minha vida salvou,
Salvou de um mundo, escuro e vazio,
Cheio de dor,
Salvou da minha amargura,
E se tornou meu grande amor.

Existe um príncipe, corajoso e leal,
Faz-me ter segurança, quando estou muito mal,
Segura minha mão, e nada mais é igual,
Sinto o seu toque, e me sinto especial,
Ele é lindo e eu o amo, e no mundo não existe outro igual.

Existe um homem, homem de verdade,
E Deus o fez pra mim, é meu melhor amigo,
Ensinou-me a ser feliz, me amou verdadeiramente,
O nosso amor não terá fim, ele é minha alma gêmea,
É único pra mim.

29 janeiro 2012

Poesia minha vida

Comecei a escrever aos 15 anos de idade, tudo começou como um passa tempo pra desabafar meus sentimento e minhas angustias, hoje escrevo porque se tornou uma paixão, se tornou minha vida, nunca pensei em publicar nada do que escrevo até pouco tempo atrás, se me considero escritora sim, pois uma vez vi uma citação que dizia assim:_a partir do momento que você vai dormir pensando em escrever, e acorda pensando em escrever você se torna escritor, e é assim que me sinto, escrevo e penso nisso noite e dia...acho que já da pra perceber o quando amo isso né? rsrss...
Sempre que puder e tiver uma poesia nova ou alguma crônica (também escrevo crônicas e histórias), irei postar aqui, espero que gostem...e se não gostarem obrigada mesmo assim...até logo galera...

Meu primeiro Vlog | Treino da fé | Corrida de rua

Na sexta-feria santa rolou o treino da fé que é uma corrida de rua que vai de Perus até Pirapora do bom Jesus, como eu sou a pessoa mais at...