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12 outubro 2017

Essas minhas manias

imagem: We heart it

"Josielma Ramos"

Vivemos algo lindo,
Era amor verdadeiro,
Mas você não quis ir até o fim para ver no que daria,
Foi covarde e fugiu,
Talvez tenha sido melhor para nós dois,
Você é tão certinho e eu essa bagunça emocional,
Eu sou poeta,
Artista,
Tenho minhas manias,
Eu acordava no meio da noite para escrever,
Você reclamava da minha coleção de canetas, 
E de às vezes do nada eu sair correndo para anotar algo que me vinha à mente,
Eu tinha mil manias que irritavam você...
Agora você tem ela!
Não a conheço,
Mas duvido que ela seja como eu,
Tenho certeza que ela dorme a noite inteira sobre o seu peito
E que não desperta nas madrugadas como eu fazia,
E tenho certeza que você sente falta dos meus sobressaltos no meio da noite,
Você sente falta das minhas manias,
Você sente falta das minhas loucuras,
Mas você nunca mais presenciará nenhuma delas.

18 agosto 2017

Meu dilúvio


Imagem: We heart it

"Thales Augusto - Montanha"

O dilúvio é um desastre natural
Mas o que seria do mundo sem o diluvio
Não teríamos a arca de Noé 
Não teríamos uma chance de recomeçar 
Eu vejo o dilúvio como uma oportunidade 
De mostrar suas forças 
De aproveitar a chance de um recomeço
O diluvio traz consigo algo bom
Ele destrói tudo de ruim que já aconteceu e dá a chance de você começar do zero 
Ninguém passa por dois dilúvios
Chuvas passageiras tem inúmeras em nossa vida.
Mas dilúvio tem apenas um.
Você é o meu dilúvio.

28 maio 2017

Florbela Espanca a poetisa dos excessos

Quando estava no colegial me apaixonei por poemas e poesias, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.


Florbela Espanca
Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
***
Esse foi o primeiro poema dela que eu li:

Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

"Florbela Espanca"

19 maio 2017

Quem é de verdade? by "Josielma Ramos"


"Josielma Ramos"

Eu escrevia poemas e coisas como a saudade sem nem mesmo saber o que ela significava,
Não tinha um sentido muito emocional, 
Eu apenas sentia saudades, 
Sei lá de quê,
Talvez de gente que eu nem conhecia, 
De gente que talvez nem existia, 
Gente que foi uma criação,
Da minha imaginação, 
Eu sentia saudades de uma pessoa perfeita que só existia na minha cabeça, 
Será que era uma ilusão?
Ilusão essa que criei de você, 
Todo mundo é perfeito até que o véu que está sob nossos olhos caia, 
Revelando assim a verdadeira face.

01 fevereiro 2017

Um poema sobre um poema

"Josielma Ramos"
Escrevi um poema para quem eu amo,
A vontade de mostra-lo é imensa,
Quero exibi-lo
Esfregar na cara do mundo inteiro.



Escrevi um poema para quem eu amo,
Mas não farei nada do que disse acima,
Sim é um lindo poema,
Eu poderia dançar uma valsa com ele.

Escrevi um poema para quem eu amo,
Mas apesar desse poema ser lindo e precisar ser exibido,
Ele já foi lido...
Por aquele que amo.

Escrevi um poema para quem eu amo,
E ele adorou aquele poema,
Sendo assim, por mais que eu queira gritar que o amo,
E queira exibir aquele poema, eu não o farei.

Escrevi um poema para quem eu amo,
E não o farei pelo simples fato de que todo amor deve ser exaltado,
Mas nem sempre exibido,
Por que às vezes um amor exibido se torna um amor falido e fadado ao fracasso.

Escrevi um poema para quem eu amo,
E esse poema foi lido,
Foi aceito,
E por ele achado perfeito.

Escrevi um poema para quem eu amo,
E ao escrever eu pude nele transpor tudo que de mais lindo sinto,
A imensidão desse precipício que é o amor,
A tristeza que é a solidão.

Escrevi um poema para quem eu amo,
Logo eu, que julguei nunca mais ser capaz de amar outra pessoa,
Logo eu que jamais pensei que alguém me amaria,
Logo eu que era tão incrédula e sem fé no amor.

Escrevi um poema para quem eu amo,
E esse poema talvez um dia venha a tona,
Mas por enquanto me conformo dele ter sido lido por quem eu amo,
E isso me basta.

Escrevi um poema para quem eu amo,
É que as vezes alguns poemas não são feitos para expor,
É que às vezes um poema escrito com amor é tão único que apenas uma pessoa mereça lê-lo,
E outras, poucas, em raras ocasiões.

Escrevi um poema para quem eu amo,
É um daqueles poemas que te lembram uma relação,
Que deve ser vivida a dois, sem intromissão,
Um poema pra ser dividido assim como se divide seu coração.

Escrevi um poema para quem eu amo.

20 outubro 2016

Vamos falar de amor...

Hoje dia do poeta nada mais justo que falar de amor.
Eu estava em um momento da minha vida pouco tempo atrás em que estava totalmente desacreditada nele, parece irônico uma poetisa dizer isso, pois nós criadores desse universo em palavras e versos somos os que mais acreditam no amor, em toda forma de amor e que sempre tem aquele pingo de esperança que tudo dá certo no final, mesmo que o caminho seja de sofrimento antes de se chegar ao grand'finale.
Eu estava tão desacreditada nele que não deixava ninguém novo se aproximar tempo o suficiente perto de mim para deixar marcas ou lembranças na minha vida, eu não queria sofrer, eu não queria me abrir e muito menos dividir meu universo pessoal com ninguém, tanto tempo me senti indigna da atenção de quem eu tinha na minha vida, que quando me vi sozinha não queria ninguém que não fosse digno de estar comigo, agora era minha vez, eu tinha direito de ser um pouco egoísta naquele momento e não deixaria ninguém tirar de mim a minha nova alto estima.
Mas a nossa vida dá muitas voltas, um poeta sempre se apaixona, um poeta sempre enlouquece de amor, ele se entrega mesmo não querendo assumir, e foi o que aconteceu comigo, existem pessoas que entram em nossas vidas únicas e exclusivamente para nos tornar pessoas melhores, para nos encher de alegria e nos fazer sorrir, pessoas assim nos proporcionam momentos de prazer que sem ela não seriam possíveis, você acorda pensando na pessoa, durante o dia sorri do nada porque algo te lembra a pessoa e a noite antes de dormir só consegue depois de dar boa noite a ela, seja onde ela estiver, do seu lado na cama, ou longe de você.
Aquela pessoa que por um acaso do destino entrou na sua vida sem pedir e a qual você não consegue enxergar um futuro sem ela, aquela pessoa que nem sempre vai te falar o que você quer ouvir, mas sim o que precisa ouvir, que vai despertar em você aquela vontade de cuidar.
Eu encontrei essa pessoa, e aquele amor em que eu estava tão desacreditada mostrou que ele sempre tem razão, o amor sempre manda na alma do poeta, ele pode fugir e se esconder, mas o amor sempre o encontra, e ele me encontrou.

12 outubro 2016

Estrela no ventre - Romildo Souza


A luz que brilhava fortemente no céu,
Se desfez! hoje habita em um ventre.

Um ventre de uma deusa mulher.

Aos poucos vai tomando sua forma,
Vai recebendo o sopro da poesia,
Vai saboreando as palavras.

E então poetiza no mais doce silêncio.
O silêncio que te faz ser divino(a).
O silêncio do ventre de uma deusa mulher.

Poema escrito pelo me amigo, poeta e ator, Romildo Souza.

06 outubro 2016

A dona da lua

Imagem: We Heart It
"Josielma Ramos"

A lua me desafia
Fito ela... Perdida
Lá no infinito
Tão esvaecida
Me desafia
Me desafia
Me desafia.

Ai meu Deus! Lua maldita.

Me fita esvaecida
Lua tão linda
Lua tão bela
Lua redonda
Por que me fita aborrecida? 
E me desafia
E desafia
E desafia.

Por que lua tão linda?
Se tudo que quero é ser tua dona por um dia.

03 outubro 2016

Do pó virou poesia

Imagem: Ludovic Florent
"Josielma Ramos"

Do pó viemos e a ele retornaremos
O mesmo princípio serve a poesia
De onde ela veio?
De onde surgiu?
Quem a criou?
Quem a pariu?
Do nada surgiu!
Como poeira emergiu
Trazendo consigo as mágoas mais profundas
E os amores mais sinceros
Do pó viemos e a ele retornaremos
Mesmo princípio da poesia.

30 setembro 2016

Deixe a vida contar a poesia do tempo

Imagem: weheartit
"Josielma Ramos"

As manhãs são para o café
E as tardes para a poesia
Não me pergunte sobre as noites
Elas não são minhas.

A noite guarda segredos
Eu não poderia dizê-los
Mas se você insiste
Não fique triste
Com o que revelarei.

Ah as noites
Elas foram feitas para a nostalgia
As noites não são de ninguém
São da boemia
Livres e rebeldes
Correm soltas por ai
Elas não se apaixonam
Não se importam com ninguém.

As noites são feitas para as fugas
Feitas para as sombras
Feitas para as festas
E para quem quer se esconder
Se esconder de ser você.

Elas passam devagarinho
São cheias de fogo e desejo
As noites são dos amantes
As noites são de segredos
As noites são de amores
São de encontros e reencontros.

29 setembro 2016

Novidades boas novidades

Olá, sim novamente andei sumida, mas a vida universitária não é fácil, principalmente na reta final não é mesmo, e ainda mais com a novidade que vim contar, estou "Grávida", então a correria é maior, pois é faculdade e muitas consultas, vim para dizer que começarei a programar as postagens, sendo assim o blog não irá mais ficar parado como estava, então podem se preparar que os post irão voltar com tudo, principalmente com muita poesia para vocês.
Abaixo está a foto do meu bebê rsrss, ainda não sabemos o sexo, mas provavelmente mês que vem já irei descobrir, o nascimento está previsto para o dia 11 de Janeiro, então será um presente de aniversário para mim, mas um capricorniano(a) maravilhoso(a) no mundo não é mesmo.
Então dedos cruzados para que eu não suma novamente e até o próximo post.


12 maio 2016

Livro novo: Borboletas na garganta - Josielma Ramos

Olá galera, hoje estou aqui para dar uma notícia maravilhosa, meu segundo livro acaba de ser publicado, eu não poderia estar mais feliz, esse último ano foi muitas surpresas, novidades e descobrimentos, e esse livro carrega um pouco disso tudo, é um livo de desabafo, desapegos, recomeços e redenção, falo de amores, mágoas e pequenas histórias em forma de poesia, e claro essa alegria tinha que ser dividida com vocês que acompanham o blog desde o inicio, que acompanharam minha luta para publicar o primeiro livro, então espero que se apaixonem por esse livro e essa capa maravilhosa que a editora Penalux preparou, tanto quanto eu me apaixonei.
O coquetel de lançamento será no inicio do mês que vem, assim que tiver uma data acertada, colocarei um quadro de avisos aqui.






25 abril 2016

Término

Mês passado fez um ano que eu e me ex-marido nos separamos, encontrei esse texto nos rascunhos que escrevi naquela época, enfim queria apenas compartilhar ele aqui no blog.


"Josielma Ramos"

Acabou, sempre soubemos que isso aconteceria um dia,
Acabou, mas isso não quer dizer que eu te ame menos,
Nem você a mim,
Não foi como imaginei e bem sei que pra você também,
Mas fomos felizes,
Mesmo que por um breve espaço de tempo,
Cada dia com você foi mágico,
Até os mais difíceis,
Não, não estou exagerando,
Nem querendo te transformar em um herói pós término,
Poderia vir aqui e falar mal de você,
Poderia vir aqui e dizer o quanto eu te odeio e quero que você morra,
Poderia até dizer que você nunca será feliz com ninguém como foi comigo,
Mas eu estaria mentindo,
Sim, mentindo,
Porque você sempre foi bom pra mim, até mesmo quando era ruim,
Sempre me protegeu,
Sempre pensou no meu bem-estar,
E eu não te odeio, o fato de você ter se aberto comigo só fez com que eu te amasse ainda mais,
E com certeza alguém te fará mais feliz do que eu, mesmo que essa pessoa não te ame mais do que eu,
E você merece,
Nós merecemos uma chance de sermos felizes,
Merecemos a chance de aproveitar nossa juventude,
Merecemos a chance de seguir em frente sem mágoas na alma,
Crescemos muito rápido,
E não estávamos preparados ainda para a vida,
Mas a vida com você foi um aprendizado,
O que me deixa mais feliz é que não sairemos perdendo nessa,
Aprendi muito com você,
E você comigo.
Aprendemos a compreender o amor e as diferenças,
Aprendemos a respeitar o amor, todo tipo de amor,
Aprendemos a respeitar as pessoas ao nosso redor e amar cada uma delas,
Aprendi que amar,
É deixar ir.

23 abril 2016

30 dias

Ontem dia 22/04 perdemos um amigo querido, conhecíamos ele há 1 ano, há 30 dias ele começou a se relacionar com uma amiga e ontem ao chegar do velório depois de ouvir ela falar sobre ele e sobre os 30 dias de felicidade que passou ao seu lado, escrevi esse poema, acredito que nele não consigo expressar nem um terço da felicidade que eles sentiam quando estavam juntos, e espero que onde ele estiver esteja bem e que o coração de seus familiares e amigos seja consolado.

Esse poema é pra vocês, Weslley Andrade e Michaela Ferreira.

"Josielma Ramos”

30 dias de alegria
Foram plenamente vividos
30 dias de alegria
Felicidade sem medida
Porque pra amar
Bastam 30 segundos de olhar
Porque para querer
Bastam 30 minutos de prazer
30 dias de alegria
Muita festa
Muita folia
Dias inesquecíveis
Um amor
Uma magia
Tudo é lindo e tão puro
Em sentimento que há virtude
Tudo é belo e encantado
Em um amor que há recato
30 dias apaixonados
30 dias enamorados
30 dias que para sempre serão lembrados

28 novembro 2015

Sabor de chuva


"Josielma Ramos"

Eu tinha planos para essa noite,
Eu ia ficar em casa fingindo que não existo,
Assim como tenho feito todos esses dias,
Mas como tudo em você me chama,
Eu não resisti,
Me vesti,
E fui...
Você me faz existir!

Chovia, mas eu tinha que te ver,
Meu corpo chamava por você,
Tenho sonhado e me revirado na cama,
Tenho tentado disfarçar,
Venho mentindo para todos,
Fingindo que não sinto,
E eu sinto,
Demais esse amor.

Esse amor que aflora,
Que me invade e toma conta,
Esse amor que extrapola,
E foge, explode,
Esse sentimento que pensei estar morto,
Que pensei não existir mais,
Que não sentiria nunca mais.

Está vivo,
E como está,
Esse sentimento não quer se apagar,
Incendeia,
Eu te quero todo para mim,
E por isso eu fui.

Cheia de desejo por esses olhos negros,
Cheia de fogo,
O frio era só na pele,
Pois por dentro eu ardia,
Queimava,
Eu te queria.

Eu fui,
E ao te encontrar o tempo parou,
Para nos contemplar,
Meu frio cessou,
E seu beijo me esquentou,
Beijo com sabor de chuva,
Com sabor de desejo,
Quero para sempre te beijar,
E jamais desse sonho despertar.

16 novembro 2015

Segregação

Imagem: We heart it
"Josielma Ramos"

Era vergonhoso ser negra,
Era humilhante nascer negra,
Apontavam e julgavam,
Ainda criança a ofendiam,
Olhavam esquisito,
De canto de olho,
Olhavam torto,
Será que vai me roubar?
A vida inteira repelida,
Impedida de lutar,
Teve que se casar,
Casar com um branco para seus filhos não passarem pela mesma humilhação,
Para a cor se misturar,
E assim por diante ate a negritude sumir nos traços de seus netos e bisnetos,
Mas casar-se com um branco?
Isso é, se o branco lhe quiser,
Sim porque as vezes o máximo que quer é a negra na sua cama,
De pernas abertas,
E boca fechada,
Aberta só se for pra gemer,
Mesmo que não seja de prazer,
Fetiche do branco,
Tesão do branco,
Quer a neguinha pra lhe chupar,
Pra sentar e lhe fazer gozar,
E pobre da neguinha se reclamar,
Tem é que agradecer,
Por um cara branco lhe querer,
Por ele querer trepar com você,
Agradeça o favor.
Era vergonhoso ser negra,
Mas ainda é humilhante ser negra!
Depender da pena dos outros?
Isso eu não aceito não,
Vergonhoso?
Vergonha tenho de ter nascido em um mundo que ainda nos segrega,
Nos chicoteia,
Nos ofende,
E nos mata,
Não é vergonhoso ser negra,
Se essa é a minha cor,
A cor que a deusa me deu,
A raça que ela escolheu,
Não é vergonhoso ser negra,
Vergonhoso é ser humano.

07 novembro 2015

Três Marias


"Josielma Ramos"

Três irmãs,
Sem sorte no amor,
Marias?
Eram de dor,
Do desamor,
Do desfavor.

Amavam demais,
Sofriam demais,
Se entregavam demais,
E nessa de se dedicar demais,
Se machucavam demais.

Marias de dores,
Filhas dos desencontros,
Da ilusão,
E Decepção.

Maria morreu,
Com uma rosa na mão,
Um poema nos lábios,
Sem amor no coração,
Marias de dores,
Três Marias sem amores.

04 novembro 2015

Essa Mulher


"Josielma Ramos"

Essa mulher já não é menina,
Essa mulher perdeu toda inocência,
Essa mulher esconde segredos,
Essa mulher cansou de esconder desejos,
Essa mulher tão jovem ainda,
Essa mulher da pele preta,
Essa mulher quer liberdade,
Essa mulher quer igualdade. 

27 outubro 2015

Antes da meia-noite

"Josielma Ramos"

Antes da meia-noite ela é uma menina,
Produzida para ser perfeita,
Feita sob medida,
Para ser a futura mulher ideal,
Mulher idealizada,
Mulher criada nos moldes
Transformada para ser o desejo de alguém.

Antes da meia-noite ela calça os sapatos,
Veste o vestido de baile,
E coloca a fita no cabelo,
Ela ainda é uma criança,
Tão pura e tão meiga,
Não sabe o que a espera atrás da porta.

Antes da meia-noite ela olha pela janela,
A lua está vermelha,
Algo estranho está para acontecer,
Ela olha no espelho,
E não reconhece a própria face,
Já não é mais a mesma de antes.

O Ponteiro do relógio marca a hora,
Já é meia-noite,
E o tempo não volta atrás,
Ela não tem para onde fugir,
Já não é aquela menina,
Tão simples e singela.

Ela se transformou em um furacão,
Sua boca se abriu em vulcão,
Não se calou diante de nenhuma injustiça,
Tornou-se dona de si,
E não queria aquele futuro planejado,
Tirou os sapatos e rasgou o vestido.

Descobriu um poder sobre si,
Descobriu a força emanar dela,
Correu pela noite afora,
Atrás da nova liberdade adquirida,
Não olharia para trás,
Não voltaria nunca mais.

Meu primeiro Vlog | Treino da fé | Corrida de rua

Na sexta-feria santa rolou o treino da fé que é uma corrida de rua que vai de Perus até Pirapora do bom Jesus, como eu sou a pessoa mais at...