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02 novembro 2017

Primeiro aniversário da Maria Luiza

Minha filha enfim fez 1 aninho, quem diria que 1 ano passa tão rápido, acho que toda mãe se sente assim no primeiro ano do filho, o aniversário dela foi no dia 27 de outubro e realizamos a festinha no dia 28, planejei com muito amor e carinho a festinha dela e convidei apenas as pessoas que amamos e fizeram parte dessa jornada conosco, teve muitas pessoas que eu queria presente mas se encontravam muito distantes para vir até aqui, mas estavam conosco em pensamento. 
Foi tudo muito lindo e eu planejei com muito carinho, a decoração eu fiz sozinha usando inspirações do pinterest, o tema escolhido foi Jardim das borboletas a principio e depois se tornou Jardim da Maria Luiza, passei horas cortando borboletas e flores com minha irmã, e depois horas dobrando e cortando papel de seda para fazer flores grandes, o convite fiz online, isso ajudou a economizar a impressão e ficou muito lindo e personalizado.
Eu pensei muito antes de decidir fazer a festinha da Maria Luiza, estamos passando por uma bela crise e o dinheiro tá curto, eu estou desempregada a um bom tempo e sabemos que não dá pra viver apenas da venda de livros, então como fazer uma festa com pouco dinheiro? confesso que consegui fazer um milagre, e com a ajuda da família tudo acabou dando muito certo no final e a festa dela ficou lindinha. 
Vou postar as fotos desse momento lindo em nossas vidas, e em um próximo post conto como fiz cada coisinha. 
Podem conferir muito mais fotos no instagram dela: @diariodamalua






Sim o bolo é de verdade rsrs, todo mundo achou que era bolo fake, mas não era, um lindo bolo feito pela Fernanda, no próximo post colocarei o contato dela.


Obrigada a todos que estiveram presentes, eu amo muito todos vocês.

27 outubro 2017

Retrospectiva: Internação e parto - 4° dia, nascimento da Maria Luiza

No 4° dia tudo estava mais calmo depois daquela noite de horror, minha mãe passou a manhã e parte da tarde comigo, Wellington chegou no fim da tarde e minha mãe explicou tudo que havia ocorrido na noite anterior a ele, e que qualquer coisa era só chamar que ela viria correndo, tudo parecia tranquilo até que no inicio da noite as dores voltaram mesmo com a medicação, minhas contrações começaram de 15 em 15 minutos e foram diminuindo, logo estavam vindo de 5 em 5, a médica que veio me examinar ficou muito brava com as enfermeiras pois ninguém havia vindo me dar banho durante todo o dia, desde a noite anterior, e ela precisava me examinar e eu ainda estava toda ensanguentada, depois do banho a médica mandou me colocarem um cateter para a urina e mandou me monitorarem para ver os batimentos cardíacos do bebê, algo estava errado e dava pra notar na cara dela, porém ela nada me disse, o enfermeiro que ficou monitorando não conseguia encontrar os batimentos cardíacos, ele colocava o aparelho em todas as posições e nada, depois de algum tempo a médica voltou e fez o toque, eu estava com 8 cm de dilatação, ela pediu para continuarem monitorando.
Teve troca de plantão das enfermeiras e adivinhem quem foi que entrou no quarto, uma das enfermeiras da noite anterior, ela entrou como se nada tivesse ocorrido na noite anterior e fez o trabalho dela, logo em seguida entrou a outra que estava com ela na noite anterior, mas como eu estava com o Wellington essa não me reconheceu, e já foi perguntando para a primeira, como está a nossa "amiguinha dos 7 de dilatação" a outra fez sinal para ela parar de falar e disse, "é ela", ai a outra toda sem graça olhou pra mim e disse, "sua mãe está mais calma" e depois olhou para o Wellington e disse "ainda bem que é você que está aqui hoje pai". É preciso ter sangue frio para lidar com algumas pessoas, e a minha preocupação naquele momento nem era mais o descaso dessas duas enfermeiras, era a vida da minha filha, a médica entrou em seguida e disse que se não conseguissem ouvir os batimentos ia fazer o parto porque eu estava dilatando muito rápido, e assim aconteceu, quando eu cheguei a 9 cm de dilatação ela me preparou para o parto, ela disse que tinha que fazer o parto o mais rápido possível dentro de meia-hora.
Pra minha sorte as duas enfermeiras não ficaram na sala durante meu parto, quem ficou foi uma outra enfermeira que cuidou de mim no primeiro dia e que tinha sido muito legal comigo, Wellington me deu um beijo e disse que ia esperar lá fora, ele não curte ver sangue rsrs, e meu parto foi muito mais sossegado do que eu imaginei, no principio eu fiz tudo errado, eu ouvia nos quartos ao lado as mães gritarem e logo em seguida o choro dos bebês, então imaginei que se eu gritasse ela sairia, e não rolou rsrs, a enfermeira me mandou cerrar os dentes e fechar os lábios e fazer força, nas primeiras duas vezes nada aconteceu, e eu estava muito cansada, a médica acabou tendo que estourar a bolsa pois não estourou sozinha, ai fiz força mais duas vezes e o bebê nasceu, a médica já havia conversado comigo antes e me perguntado o nome dela, eu disse que ainda não sabia, que o pai queria Maria Eduarda ou Maria Luiza, e na hora que ela nasceu, ela me perguntou novamente, "E ai, qual vai ser o nome?" eu olhei aquela coisinha tão miúda na minha frente e disse "Maria Luiza", não deu tempo de dizer mais nada, saíram da sala com a minha filha e a levaram para uma incubadora que estava preparada esperando no corredor para leva-la a UTI.
Wellington entrou no quarto falando "tem meu nariz" ele não assistiu o parto mas ficou na parte pior que foi a retirada da placenta, disso eu rui muito da cara dele depois. Eu aguardei em uma sala antes de ir para um quarto no andar da UTI, essa foi uma das partes mais difíceis para mim, fiquei em um quarto com mais 3 leitos, havia 3 mulheres com 3 bercinhos ao lado da cama, eas estavam com seus bebês e olhavam para mim com curiosidade, e assim fizeram suas visitas nos 3 dias seguintes ao me ver sem meu bebê.
Mas nada se compara a finalmente poder ver minha filha, tomei um banho e fui para a UTI, uma sala muito clara, com várias incubadoras e bebês ligados a aparelhos entre a vida e a morte aguardando um desfecho, perguntei para a doutora se minha filha iria sobreviver e ela disse que se passassem as primeiras 75 horas ela estaria fora de risco, foram as 75 horas mais tensas da minha vida.
E assim foi meu parto e desfecho da primeira parte de nossas vidas como mãe e filha.

Foto de suas primeiras horas de vida.

26 outubro 2017

Retrospectiva: Internação pré-parto - 3° dia

Foi no terceiro dia da minha internação que o perrengue começou, Wellington não pode ficar comigo nem durante o dia e nem a noite, sendo assim minha mãe ficou comigo o tempo todo naquelas 24 horas e ainda bem que ela estava lá, até então eu tinha sido atendida por enfermeiras maravilhosas em todos os plantões, mas naquele dia eu conheci duas enfermeiras que mudaram tudo e não foi muito pra melhor, como eu parecia estável e o bebê parecia que não ia nascer naquele momento as enfermeiras me mudaram de quarto, eu estava em um quarto sozinha, mas me levaram para um quarto com mais duas moças que estavam acompanhadas de seus maridos, lembram que eu disse que eu não podia me levantar? então a enfermeira que veio me buscar trouxe uma cadeira de rodas e me mandou levantar da cama e me sentar nela, me levaram por alguns corredores até o quarto novo e me instalaram lá, sem nenhuma delicadeza, minha mãe que me ajudou a ir para a cama, eu fazia xixi a cada 30 minutos e tinha que ser na comadre, eu não podia ir ao banheiro, sendo assim toda vez que eu queria fazer xixi minha mãe tinha que pedir para os maridos das moças saírem do quarto, eu odeio incomodar as pessoas e por causa disso eu comecei a ficar nervosa e me sentir mal, e outra coisa, quando me transferiram de quarto elas suspenderam a medicação que segurava a minha dilatação, porque segundo o que elas me informaram minha dilatação tinha parado naqueles 4 cm então não ia precisar mais, eu estava estável, porém não foi assim que aconteceu, eu fiquei muito nervosa, o quarto que me levaram parecia improvisado, não tinha janelas, só uma porta e não tinha luz no quarto, estava queimada, estávamos no escuro total exceto por uma lanterna, isso mesmo uma lanterna, e em algum momento naquela noite eu comecei a sentir dores, minha mãe dizia para eu me acalmar, mas doía muito, ai ela apertou aquela campainha para chamar a enfermeira, ela veio, fez o exame de toque e disse que eu não estava dilatando e nem com contrações pois minha barriga não estava dura, porém as dores vinham a cada 15 minutos certinho, a enfermeira me trouxe chá e bolachas, me mandou comer e tentar dormir que ia passar, eu não consegui comer, não tinha apetite, me virei para o lado e tentei dormir, mas a dor não passava, minha mãe chamou elas novamente, como eu continuava com dor, resolveram me medicar, porém lembram que não tinha luz no quarto, me medicaram usando uma lanterna na direção do meu braço, mas mesmo com a medicação a dor não passou, e ficava mais intensa, minha mãe chamou novamente as enfermeiras, elas estava,m claramente incomodadas poque minha mãe as chamavam toda hora, eu senti vontade de fazer coco, pois desde que havia sido internada não tinha feito nenhuma vez, as enfermeiras disseram que eu teria que fazer na comadre, aquilo foi o que me deixou mais nervosa, eu não ia fazer coco na frente das outras pessoas no quarto nem morta, pois os maridos sairiam, mas as moças que dividiam o quarto comigo continuariam lá, e eu estava tão nervosa que do nada senti uma cachoeira quente escorrer pelas minhas pernas, eu não sabia o que era, minha mãe levantou meu lençol e estava tudo cheio de sangue, mas era tanto sangue que eu pensei que estava perdendo meu bebê, minha mãe chamou mais uma vez a enfermeira, ela veio, apenas olhou e disse que era normal sangrar, minha mãe discutiu com ela, disse que não era nada normal, perguntou se elas estavam tentando me matar, fez um drama total, falou tanto que a enfermeira fez o toque, eu estava com 7 cm de dilatação, de 4 foi pra 7 e elas não saberiam se minha mãe não tivesse sido tão chata com elas, a enfermeira saiu e um dos maridos das moças disse que se fosse com a mulher dele já fazia um escândalo, aquilo parece ter dado força pra minha mãe porque ela começou a discutir com todo mundo.
Por fim acabaram chamando uma médica, ela mandou me transferir de volta para o quarto que eu estava sozinha e me darem a medicação que nunca deveriam ter suspendido, a enfermeira trouxe novamente a cadeira de rodas, me fez sentar nela e me levou de volta ao quarto, tomei a medicação e as dores pararam, tudo voltou ao normal, era mais ou menos seis horas da manhã quando eu fui consegui dormir, foi a pior noite da minha vida e mais estressante, eu não sabia se minha filha estava bem, mas tinha esperanças que ia ficar.


25 outubro 2017

Retrospectiva: Internação pré-parto - 2° dia

Eu disse que ia ter textão nesses 4 dias então toma textão rsrs...
Há 1 ano atrás eu estava no meu segundo dia de internação para tentar segurar minha gestação o máximo possível, eu me lembro como se fosse hoje, eu sempre tive fobia de me sentir presa em algum lugar, nunca gostei de elevadores, lugares fechados ou até de tomar soro sentada em uma cadeira por horas, tudo isso me sufoca, e a sensação que eu tinha naquele momento era essa, de estar sufocada, presa a uma cama sem poder me levantar, dependente de mulheres que eu não conhecia para cuidar de mim e da minha higiene, minha mãe e Wellington revezavam para ficar comigo, minha mãe a noite e Wellington durante o dia, e naquele dia me levaram para fazer um ultrassom para saber se estava tudo bem com o bebê, até então eu não sabia o sexo, me levaram andares a baixo na maca de elevador porque eu não podia andar, então quando precisava fazer algum exame era assim que me levavam pelo hospital, a médica começou a fazer o ultrassom e falava para enfermeira várias coisas que ela ia anotando, e a todo momento a médica se referia ao bebê como, tipo: "Ela está com tantos centímetros...", "ela está com batimentos assim..." e ai eu perguntei se era uma menina e ela me perguntou se eu não sabia, em nenhum ultrassom anterior havia conseguido ver, eu tinha quase certeza que era menina antes de saber, mas só haviamos escolhido nomes de menino porque a família toda tinha certeza que era um menino rsrs, devia ter apostado, teria ganhado essa fácil.
Esse meu segundo dia foi bem calmo, a médica não me disse se estava tudo bem com ela, só dizia coisas para eu ficar calma, e eu tentava me manter o mais calma possível a todo momento pela minha filha.

24 outubro 2017

Retrospectiva: Internação pré-parto - 1° dia

Há um pouco mais de um ano atrás eu sumi aqui do blog, vários problemas pessoais e uma gestação de risco, por esse motivo eu acabei que nunca contei para vocês a história do meu parto, hoje é um dia especial então vou contar um pouquinho para vocês hoje e nos próximos dias como foi tudo, desde a minha internação até o dia do parto.
Há 1 ano atrás eu estava indo á uma consulta de rotina do pré-natal e lá descobri que estava com 4 dedos de dilatação e que minha bolsa tinha um pequeno vazamento o que já me fazia perder líquido amniótico há mais de uma semana, Dr. João, meu obstetra, parou tudo que estava fazendo pra me levar para a emergência, foram algumas horas no pronto socorro da fazendinha aguardando vaga para alguma maternidade, eu estava de 29 semanas (6 meses) não era hora do meu bebê nascer. Depois de algumas horas esperando o médico decide me levar para Itapevi mesmo sem vaga, mas por um milagre no último segundo surgiu uma. Chegando em Itapevi fui internada, não podia levantar da cama, não podia ir ao banheiro pra nada, tinha que ficar deitada o tempo todo com as pernas elevadas, banho? as enfermeiras que me davam, xixi? tinha que ser feito em uma comadre, para comer eu podia me sentar um pouquinho mas sem forçar muito a barriga, eu não sabia o sexo do bebê, eu não tinha feito enxoval, ainda faltava dois meses para o chá de bebê e acabei não fazendo, eu estava apavorada mas por fora transparecia tranquilidade para quem me olhasse, nos primeiros dias não chorei por medo, nem por dor, eu não sentia nada, não entendia como podia estar em trabalho de parto sem sentir dor, fiquei tomando medicação sem parar para segurar a dilatação, a intenção inicial da médica era me manter internada por pelo menos um mês para o bebê amadurecer o suficiente para um parto, mas não foi bem assim que aconteceu.
Para ler a história completa leia o texto que escrevi na época no link abaixo:
diariodamalua.blogspot.com.br


18 maio 2017

Textos que escrevi na depressão

Sem rumo

(escrito em 3/9/2015)


As vezes querer escrever sobre o amor é complicado, esses dias mesmo pelo fato de querer desabafar e escrever sobre ele e não conseguir eu cortei meu cabelo. Sim eu mesma, entrei no chuveiro, tomei um banho demorado e quando terminei cortei o cabelo, e sabem de uma coisa, eu fiquei muito feliz e satisfeita no fim, o corte não ficou perfeito, mas eu adorei, acontece que desde que o meu ex marido foi embora eu sentia um peso que precisava ser descarregado.
Sinto que estou para ter uma grande mudança na minha vida, sempre foi assim quando algo estava para acontecer, e eu realmente preciso disso.
Sinto-me uma nova mulher, mas até quando? depois de umas semanas aquela sensação de vazio retorna e eu fico perdida novamente sem saber o que fazer.
Me vejo como pessoa triste e sem prospecção na vida, me afundando todo dia um pouco mais, eu sinto que escrever é derramar no papel as lágrimas que já não escorrem no meu rosto. Mas até quando?

Ninguém gosta de ser incompleto

(Texto escrito em 05/09/2015)


Porque estar só é tão difícil? Porque o ser humano tem essa necessidade de estar sempre acompanhado? Não é ruim ser solitário, ruim é ter a necessidade de se ter alguém a todo instante, não estou falando sobre amigos, estou falando de relações, estive casada por um longo tempo, aliás casei-me cedo demais, e não me arrependo disso, porém era uma coisa quase sufocante passar tanto tempo com alguém, tanto que nos momentos que eu estava sozinha era quase uma sensação de alivio.
Posso ter algum problema com relações, sei lá, a verdade é que eu nunca admitiria isso pra qualquer pessoa que me perguntasse, relações são complicadas, você tem que se doar para a pessoa com quem você está, na minha experiência eu me doava tanto e não me sentia completa, não posso dizer que meu ex não fazia a parte dele, porém como eu disse acima chegava a ser sufocante, fui apaixonada por tanto tempo que esqueci que tinha uma vida e tudo girava em torno dele, deixei meus planos individuais de lado para fazer planos com ele, planos que nunca concretizamos pois sempre deixávamos para depois, para quando tivéssemos tempo ou quando tivéssemos dinheiro, a verdade é que nunca tínhamos tempo ou dinheiro, e o casamento acabou e ele arrumou uma namorada, com a qual fez tantos planos em pouco tempo e concretizou metade deles, não deu certo e agora ele já está namorando novamente, não sei o que vai dar e estou feliz por ele, estávamos infelizes juntos e espero que alguém possa faze-lo feliz como eu não pude, eu no momento estou curtindo minha vida de solteira, que não sabia o que era desde os 17 anos, conheci algumas pessoas interessantes, mas nada que me fizesse ter vontade de me prender a algo sério novamente, a verdade é que ninguém gosta de ser incompleto, estou vivendo meu momento e não acredito que um homem irá me completar.

Deixa a vida me levar

(texto escrito em 09/02/2016)


A vida é uma massa disforme de erros, quando mais se erra maior essa massa fica, e mais pesada, tenho errado tanto nos últimos tempos que nem tenho mais ideia do que é certo ou errado, conheci uma pessoa maravilhosa e apenas estraguei tudo que estava construindo, eu tenho um dom para isso, estragar tudo que eu toco, ai fico pensando porque insisto nesse erro, não posso e nem quero estar com ninguém, mas também não consigo ficar sozinha, e é nessas horas que me odeio e sinto um imenso desprezo por mim, porque eu realmente acredito que é possível ser feliz sozinha, acredito em amor próprio, acredito em se amar antes de amar alguém, porém a noite eu sinto falta de alguém para me abraçar e fazer um carinho, não todas as noites, as vezes é bom ter a cama só para si, mas não sempre.
Minha vida se resume a uma cama vazia, pés gelados, e uma solidão quase apática, não sei se isso mudará, no momento cansei de fazer planos, como diz a música, deixa a vida me levar, vida leva eu...

03 novembro 2015

Sem paciência pro seu blá, blá,blá...

Créditos na imagem.
Hoje acordei inspirada para escrever um texto daqueles sobre qualquer coisa fofa ou bonitinha, mas ai desanimei, é difícil escrever sobre qualquer assunto quando bate aquela Bad, desanimada com as pessoas ao meu redor, sociedade e afins, desanimada com a qualidade das conversas, com assuntos vazios e sem nexo, pessoas vazias...desanimada em saber que as pessoas se importam mais com o que a outra veste, onde frequenta e quanto ela gasta, do que o que ela fez para chegar ali, seu percurso, sua luta.
Estou cansada de em rodinhas sorrir entre amigos sorrir e fingir que acho graça de suas piadas, quando na verdade o que eu mais quero é dar um soco na cara de cada um deles, pois estou cansada de ter que aturar piadas machistas, preconceituosas, ou homofóbicas, estou cansada de explicar que meu cabelo não é ruim e que eu não sou mulata ou morena e sim negra, estou cansada, cansada, cansada... 
Chega um ponto em nossa vida que começamos a pesar nossas escolhas, se estamos no local certo na hora certa, estou passando por uma transição, sinto que tudo e todos são chatos demais, são poucas pessoas de conteúdo que se salvam dessa longa lista de superficialidade, são raras pessoas que conseguem me fazer sorrir, mas um sorriso verdadeiro, tirar de mim uma risada gostosa e sincera, tão poucas que dá pra contar nos dedos de apenas uma mão.
E assim vou tentando sobreviver em um mundo superficial construído com aparências, tentando me desvencilhar do oportunismo e das mágoas que isso traz, acredito que não sou a única a pensar ou se sentir assim, acredito não estar sozinha se bem que as vezes estar sozinha seja um caminho mais sincero para encontrar alegria ou paz. 

31 agosto 2015

Um dia não nos lembraremos de nada disso!

Fico aqui olhando por longos minutos para a tela do computador pensando em como começar esse texto, uma página em branco sempre traz inúmeras possibilidades, mas eu penso sobre o que escrever? Por onde começar? Tenho tido mil idéias, mas nada me parece bom ou aproveitável, tudo parece tão vazio, minha vida tem sido um misto de vazio e solidão.
Posso parecer dramática falando assim, mas não tem sido fácil, eu pensei que nessa fase da minha vida eu estaria em uma posição diferente, provavelmente formada e trabalhando na área, passei a adolescência sonhando com um príncipe encantado que me salvaria e me carregaria nos braços, tola que fui, eles são mitos, assim como o pé grande ou papai noel, invenções de pessoas que tentam nos fazer acreditar em alguma magia, que existe algo bom, mas príncipes não são bons, eles buscam por princesas bonitas, perfeitas e educadas, aquele misto de qualidades que existem em diversas mulheres e eles esperam que exista apenas em uma, eu não sou e nunca fui perfeita, minha mãe me educou muito bem, mas as vezes dá preguiça de ser educada com algumas pessoas, beleza é uma coisa relativa, pois o que é belo para mim pode não ser assim tão belo para o amiguinho.
Enfim tenho aquela esperança que antes dos trinta eu tenha alcançado pelo menos metade dos meus objetivos, a maioria dos que tinha para alcançar antes dos 25 foram realizados com sucesso, essa deprê que estou sentindo é recorrente, e ela sempre vai estar por aqui, alguns dias com mais força e outros eu nem irei senti-la, mas por enquanto o que me resta é sonhar com um belo futuro que chegue o mais próximo possível do que planejei, e se nada for como planejei, sempre terei minha rota de fuga, afinal, um dia nada disso importará, os problemas serão pequenos, e provavelmente nem me lembrarei que os tinha.

25 agosto 2015

Desculpas

Foto: We Heart It
Olá viajantes rsrs...
Sei que andei sumida aqui do blog e estava morrendo de saudades, aliás isso aqui é a minha vida, e acho que devo algumas explicações sobre esse sumiço, então vamos começar. 
Acho que já devo ter comentado aqui no blog que estava em processo de divórcio, pois é infelizmente tudo nessa cidade é lento, tanto a advogada do meu caso quanto a juíza e mesmo depois de 4 meses e papelada assinada, meu divórcio ainda não saiu. 
Fiquei com nada menos que duas DP's na faculdade no semestre passado, estava desempregada e dependendo de uma pensão do meu ex-marido, então tinha muita coisa na cabeça e muitas preocupações.
Esse mês consegui um emprego e o salário é ótimo, vai dar pra me virar e não precisarei mais de pensão do meu ex, minhas aulas começaram então terei que me dedicar em dobro, estou com alguns planos e projetos novos que em breve contarei por aqui, mas que por enquanto são segredo.
Acho que consegui resumir bem, tentarei planejar as postagens e deixa-las programadas para não ficar muito tempo sem postar nada por aqui.
Quando a novidades, tenho algumas, além de ter passado mais tempo com minhas irmãs e sobrinhas, fiz novos amigos, tem realmente sido um ano agitado, engraçado falar disso, porque lembro das primeiras postagens que fiz esse ano, onde eu prometia que este seria o melhor ano, e depois confirmava dizendo que estava com tantos projetos no blog que achava que não daria conta, como de fato não tenho dado, e peço mil desculpas por isso, estou devendo algumas resenhas por aqui e prometo que no próximo mês estarão todas no ar.

Então é isso, espero que possam perdoar minha falta de tempo, e prometo aparecer com mais frequência por aqui, nem que seja com as playlist's... Beijos e até logo.

04 julho 2015

Sobre gostar da solidão

"Josielma Ramos"

Ser solitário é um dom, muitas pessoas não compreendem o querer estar só, acham que ou você está deprimido, que precisa sair, precisa de companhia, tudo menos estar só, porque estar só é estar fadado ao fracasso e bem sabemos que todo mundo odeia fracassados.
Porém o que muitos não entendem é, que sim é bom estar sozinho ás vezes, aquela tarde fria, você se tranca no quarto lendo um livro, ou senta no seu sofá para assistir um filme, ou mesmo ficar deitado na cama pensando na vida, isso é algo bom para nosso crescimento mental, porque a pessoa que não consegue ficar sozinha, também não vai conseguir viver bem acompanhada.
E nem vale ficar trancado no quarto mexendo no celular, internet, facebook, whattsapp e todas as redes socias e aplicativos possíveis, porque ai também não é estar sozinho, vai ser apenas uma solidão física, pois os coleguinhas vão estar todos ali, provavelmente te chamando pra fazer alguma coisa.
Não estou dizendo que devemos nos isolar de tudo e de todos, apenas que é bom tirar umas horas do nosso dia, ou algum dia da semana para sermos egoístas e cuidarmos de nós mesmos, da nossa mente, da nossa alma, da nossa vida, nos amarmos mais e não ficarmos dependentes de pessoas que as vezes podem nem querer a nossa companhia.
Solidão é uma espécie de aprendizado, nem todos conseguem suporta-la e nem todos conseguirão vivencia-la de maneira boa, cabe a cada um descobrir o lado bom dela, eu já descobri e ela se tornou minha melhor amiga, é na solidão que escrevo meus melhores poemas, é nela que me surge a inspiração, é nela que me escondo quando estou triste e magoada, a solidão sim me faz feliz.

Existem coisas piores que estar sozinho mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando você entende é tarde demais. E não há nada pior que tarde demais.
Charles Bukowski

18 abril 2015

Olha eu no impresso u.u

Como eu disse no post anterior, a minha entrevista saiu no site do Jornal Correio Paulista e no impresso, mas só essa semana consegui ver o jornal, ignorem a minha cara de sono, já eram 23hrs e eu estava morta de cansaço e gripada, porém muito feliz, página quase inteira do jornal u.u a entrevista completa podem conferir no link a seguir: A poesia do olhar



11 abril 2015

Minha entrevista no Jornal Correio Paulista

Olá galera passando aqui para deixar uma nota rápida, saiu minha entrevista no Jornal Correio Paulista, vou deixar o link aqui para quem quiser conferir. a entrevista se encontra disponível no site e no jornal impresso da região de Osasco, Barueri, Jandira e Itapevi.


04 abril 2015

Mãe, TPM e Lily Allen

Imagem: We♥it
Olho para a página em branco e a seta que não para de piscar, é difícil começar a escrever, mas assim que as palavras vão surgindo em minha mente já vou sabendo como encaixa-las, pouco a pouco elas vão brotado, assim como as lágrimas que percorrem minha face. Pensei muito sobre o que escrever antes de começar e nada me parecia suficientemente bom, pensei em passar a limpo o rascunho de um poema que escrevi outro dia, ou repostar um post antigo que teve poucas visualizações, pensei até em não fazer nada, mas a verdade é que estou cansada de não fazer nada, ou pelo menos nada na visão das pessoas ao meu redor. Começa a tocar uma de minhas músicas favoritas no celular, 22 de Lilly Allen, ela fala tanto comigo, como eu me sentia a anos atrás e como volto a me sentir assim hoje.
Tenho tantos projetos em andamento, tantos planos para serem colocados em prática, e tudo que ouço dizerem é que eu não faço nada, será que tenho que mostrar ou provar a cada minuto do meu dia o que estou fazendo, postar de cinco em cinco minutos no facebook que terminei mais um projeto, sinceramente não sei como alcançar a aprovação de uma pessoa em particular, minha mãe, sim ela é a pessoa que mais me atormenta durante os meus dias, durante os dois últimos anos da minha vida fui chamada de desocupada, vagabunda, que não queria saber de arrumar um emprego, e foi assim sendo uma desocupada que terminei meu primeiro livro e entrei na faculdade, no dia do meu lançamento estava lá minha mãe toda orgulhosa de sua filha mais velha que havia escrito um livro e que tinha sido minha maior incentivadora, e de fato ela foi, sempre me incentivou a escrever, porém eu ouvi mais palavras duras do que de incentivo, e hoje quando tudo está melhor eis que me vem a tona tudo de novo, acabei de chegar da casa dela, vim embora chorando, não sei se o fato de eu estar menstruada me torna mais sensível ao que ela me disse, mas me sinto muito mal, tenho 26 anos e minha mãe ainda me trata como se eu tivesse 6, como se eu fosse uma irresponsável, não que eu seja o melhor exemplo do mundo de sanidade, mas sempre fiz tudo certinho, me casei na igreja de véu e grinalda como "ELA" sonhou, não tenho filhos, e sou a aberração da família por ter uma mente super aberta, já minhas duas irmãs são as filhas perfeitas, ambas mães solteiras, não estou julgando gente, tenho muito orgulho das minhas irmãs pois os caras eram uns babacas, porém as duas tem "empregos" e é isso que as torna melhores do que eu na visão da minha mãe.
Não sei o que pensar dessa situação toda, afinal de contas ela é minha mãe e eu a amo, e sei que ela me ama também, mas às vezes bem que eu gostaria que ela tivesse um filtro antes de simplesmente cuspir na minha cara tudo que ela pensa, eu normalmente não me importo com as coisas que ela fala, mas quando estou nessa época do mês é como se minha mente se expandisse e tudo fosse um campo minado prestes a explodir, e no caso a bomba sou eu, e já explodi hoje.


21 março 2015

Depressão, pijama e vícios


Imagem: We♥it
Estou deprimida e magoada, minhas últimas semanas não tem sido animadoras, tenho passado meus fins de semana inteiros de pijama em cima da cama jogando Tribal Wars, um joguinho que consiste em construir um império, evolui-lo e atacar os outros jogadores online, eu sou ótima nesse jogo, jogo ele há cinco anos, porém bem sei que quando estou sempre a ponto de vencer é porque a minha vida fora do jogo tá uma merda, é o tipo de jogo que se dedica muitas horas do seu dia, você fica acordado a noite toda em tempos de guerra, lutando contra as outras tribos armando táticas de defesa e ataque com os membros da sua tribo e cuidando para seus soldados não serem mortos, eu sempre passava uns seis meses jogando, criando minha aldeia, expandindo, evoluindo, aumentando minhas tropas para um certo dia em meio a guerra um filhote de porra rala vir, atacar e saquear tudo que passei os últimos meses construindo e conquistando, com muitas noites em claro e créditos de celular (muitos créditos do celular), ai eu caia na real e via o quanto tempo havia perdido (e créditos do celular), é o tipo de jogo que te vicia, e nesses últimos cinco anos tem sido assim, jogo seis meses e nos outros seis volto a ser uma pessoa normal, e acontece que voltei a jogar faz uma semana e já estou sentindo o drama, sei que vai acontecer tudo de novo, porém não consigo evitar, é algo autodestrutivo que tenho em mim, talvez um dia eu encontre um grupo de apoio aos viciados em Tribal Wars, mas até lá que o jogo continue.

24 outubro 2014

Sonhar, escrever e editar.

Olá pessoal, sei que andei sumida essa semana, mas não estava sem fazer nada, tenho 4 posts prontinhos para serem postados, mas ainda não é hora, tenho algumas novidades para contar sobre a minha semana, ela foi bem cheia apesar de só ter ido assistir aula na segunda-feira, estou muito feliz com as minhas notas das provas e trabalhos da faculdade, só notão, sim sou meio nerd e sou feliz por isso.
Mas o que quero contar é sobre a palestra que irei ministrar no dia 30/10 na Universidade Anhanguera, onde estudo, terá um evento chamado Jornada da Educação e fui convidada pela minha professora de Psicologia da Educação Nadine a participar e contar a minha história, o que me deixou temerosa mas feliz, porque isso é um sinal de que meu livro é importante, o nome que deram a minha palestra é um nome lindo chamado Sonhar, escrever e editar, já estou quase terminando de escrever o texto que usarei na palestra, e nesse fim de semana criarei um slide para passar no telão, estou muito ansiosa e com um pouco de medo de falar em público mas gente resolvi cair de cabeça nesse projeto e perder essa vergonha rsrs.
Então me desejem sorte e depois eu venho contar como foi e como me sai.



06 setembro 2014

Sobre se amar!

Quando eu comecei a ter uma noção sobre vaidade eu estava com 12 a 13 anos, até então eu brincava com bonecas sem me importar com os comentários maldosos a respeito disso, eu costumava me olhar no espelho e me odiar. Odiava o fato do meu nariz ser maior que o resto do meu rosto, das minhas sobrancelhas serem muito grossas, meus lábios serem imperceptivelmente desproporcionais, meu cabelo ser crespo, odiava a cor da minha pele, e odiava meu corpo.
Mas só comecei a me odiar depois de fazer amizades com garotas que eu considerava de uma beleza aceitável na nossa sociedade, ou seja, brancas, cabelos lisos e nariz pequeno, eu costumava sentar em frente ao espelho depois de chegar da escola, com uma escova na mão, e chorava enquanto penteava meus cachos de maneira que se desmanchassem até ficarem totalmente retos, mas não ficavam lisos, apenas sem modelagem e muito armado, foi nessa mesma época que eu comecei a fazer aulas de karate e tentar carreira de modelo, treinava 6 vezes por semana, e visitava agências que só queriam arrancar dinheiro dos meu pais, ou que falavam que eu não tinha altura ou o corpo legal, comecei naquela neura de achar que estava gorda e parei de comer, mal pesava 40 kilos, vivia desmaiando no meio dos treinos de karate, não cheguei a ter nenhum distúrbio como a bulimia ou anorexia, porque minha mãe percebeu antes que fosse tarde demais, mas cheguei muito perto mesmo.
Aos 18 anos eu pesava 48 kilos, nessa idade eu estava aprendendo a me aceitar, um ano antes eu havia conhecido o meu marido, e estávamos namorando, ele me ajudou muito a reconstruir minha auto-estima, mas a maior parte dela eu reconstruí sozinha, comecei a fazer pesquisas, descobri que eu não precisava ser socialmente aceita para me sentir bem, descobri como usar meu cabelo, amar minhas raízes africana, indígena e nordestina, me apaixonei pela culinária e aprendi a comer bem, sim engordei um pouco mais de 40 kilos, no inicio não me dava bem com aquele novo corpo que foi do número 38 para o 44, mas depois fui me acostumando, fiz as pazes com o espelho e aprendi a amar aquelas curvas novas do meu corpo, por questão de saúde tive que perder alguns daqueles kilos, mas continuo com minhas curvas que tanto amo, aprendi a apreciar o que eu mais odiava em mim, hoje olho no espelho e fico admirada com o formato dos meus olhos e o pequeno lado desproporcional do meu lábio que me faz única, amo meus cachos revoltados, quando mais armado mais feliz eu fico, amo maquiagem, mas não me faço escrava dela, adoro meu rosto limpo, não estou sendo pretensiosa nem nada do tipo, não me julguem por me amar, acontece que demorei tempo demais para descobrir que sou linda e agora nada vai me fazer mudar de ideia.


21 julho 2014

Eu não sou a minha irmã!

Lembro-me muito bem de ter passado boa parte da minha adolescência ouvindo minha mãe dizer:
_Porque você não é igual sua irmã?
_Sua irmã é tão responsável porque você não pode ser assim?
Para poderem entender um pouco a mente obsessiva da minha querida mãezinha tenho que dizer que a irmã a qual ela se referia era a minha irmã do meio, eu sou a mais velha e era uma "vergonha" pra ela porque mesmo aos 17 anos não arranjava emprego e a minha irmã aos 15 conseguiu o primeiro dela, e a minha irmã caçula coitada era a ovelha negra da família, uma enorme família de desajustados e a ovelha negra calhou de ser logo a magricela e tímida da minha irmã mais nova, o que em nada minha irmã do meio tinha de tímida, era a pessoa mais sociável do mundo, sempre rodeada de amigos, era quem podia trazer meninas e meninos para as festas do pijama em casa, e eu mal podia trazer uma amiga para passar a tarde, eu nunca pude fazer um piercing, minha mãe sempre dizia:
_Quando você morar sozinha e for dona do seu corpo poderá fazer o que quiser.
Já minhas duas irmãs aos 15 anos colocaram vários piercings, e minha mãe nunca implicou, eu apenas uma vez furei a orelha o que foi motivo para ficar de castigo, nunca entendi muito bem a lógica de minha mãe, diziam que ela colocava mais fé em mim por ser a mais velha e queria evitar que eu fizesse besteira, então nesse caso eu não podia sair e nem ir para baladas enquanto minhas irmãs ficavam com toda a diversão de ser jovem, fora que matar aula eu nem podia sonhar, minha irmã simplesmente chegava e dizia:
_Não vou pra escola hoje!
E não ia, ela ia é sair com as amigas e tudo que eu não tinha direito.
Quando fiz 18 isso mudou um pouco e aos 20 então me tornei a filha modelo e porque? apenas porque me casei na igreja de vestido de noiva e tudo que manda o figurino, e a minha irmã? bem ela engravidou aos 18 morando debaixo do teto da minha mãe, isso não deveria ser ruim, aliás ela já era maior de idade não é mesmo, mas acontece que vivo em um bairro pobre de espirito em que ser mãe solteira é visto com maus olhos, e pra completar minha irmã caçula fugiu de casa aos 17 para morar com um rapaz, aos 19 acabou engravidando e aos 6 meses de gravidez voltou a morar na casa da minha mãe, pronto mais uma mãe solteira na família, e os vizinhos? ah os vizinhos se escandalizaram é claro, e eu o que sempre ouço é:
_E você? não quer ter filhos?
_Já tá passando da hora!
_Suas irmãs foram mais rápidas que você!
_A única que se casou e não é mãe!
_Mas porque você não quer ser mãe? você é jovem vai mudar de ideia!
Sabe o que eu ouço? apenas o mimimi de pessoas maldosas que não tem uma vida interessante, que são parasitas e necessitam se alimentar do que acontece na vida alheia, eu não tenho filhos, mas escrevi um livro, comecei a faculdade e estou montando minha própria empresa, e filhos posso ter quando eu me sentir preparada para ser mãe, ou nunca, isso não vai influenciar quem eu sou, não vou me definir por ser mãe, minhas irmãs são mães solteiras, mas estão terminando a faculdade, elas trabalham e namoram, ser mãe nunca as impediu de sonhar e não ser mãe não vai me impedir também, eu não sou como a minha irmã e nunca serei, somos o mesmo sangue, mas não somos a mesma pessoa, parem de nos comparar.

21 junho 2014

Sol que ilumina: Nossa pequena ajudando as crianças com câncer

Olá galera, hoje quero falar de uma coisa que me encheu de orgulho, essa menininha ai da foto é minha sobrinha Sophia, mas a chamamos de Sol desde pequenininha.
O nome Sophia significa sabedoria, mas nunca pensei que essa pequena pudesse ser tão sábia como ela tem demonstrado desde que aprendeu a falar, ela sempre solta frases com palavras difíceis até para um adulto falar, mas hoje ela fez muito mais do que dizer palavras difíceis, ela cortou os cabelos para doar para as crianças com câncer.
Toda vez que falávamos em cortar os cabelos dela porque estava enorme, ela batia o pé dizendo que não ia cortar de jeito nenhum, minha irmã sempre saia do cabeleireiro frustrada porque nenhum cabeleireiro conseguia por as mãos nos cabelos dela, mas hoje depois de ver uma menina careca ela perguntou por que a menina não tinha cabelos, minha irmã explicou sobre a doença da menina, sobre o câncer e que o tratamento causava a queda dos cabelos, na hora ela quis cortar dizendo que não era certo ela ter muito cabelo e a menina não ter nenhum, conclusão cortou os cabelos sem chorar.
Ela tá super ansiosa pra ir no hospital do câncer conhecer as crianças e amou seus cabelos curtos, toda hora se olha no espelho pulando e balançando ele, e o mais importante é que ela ficou feliz ajudando ao próximo, e eu fiquei feliz pela lição de humanidade que a minha pequena demonstrou, eu não podia ser a tia mais babona do mundo.


Nossa Sol iluminando vidas <3

21 novembro 2013

A vida que não tive!

A imagem está ruim porque a foto é antiga e é foto da
foto,o garoto na foto é meu pai aos 10 anos e a mulher
 é minha Avó Mariquinha, que faleceu ano passado,
minha mãe dizque ela adotava as crianças e a
Vó Edite é quem tinha o trabalhode cuidar rsrss.
Algum tempo atrás, bem antes da minha avó morrer escrevi um poema sobre rever a cidade que eu nasci, fazia 13 anos que eu não ia lá, sendo que só fui duas vezes na minha vida umas aos 4 anos de idade e outra aos 11, e agora uma terceira é claro por que finalmente pude ir este ano, mais infelizmente a única coisa que pude ver da minha avó foi seu túmulo, para entenderem um pouco meu pai é filho adotivo, os pais dele morreram quando ele ainda era criança quando tinha uns 10 anos, então três irmãs que nunca se casaram o adotaram, a mais velha se chamava Júlia, a chamávamos de Vó Julinha, faleceu quando eu tinha 4 anos, a segunda se chamava Maria Adelaide, chamávamos de Vó Mariquinha, essa é a que faleceu ano passado e ainda nos resta a Vó Edite não sei por quanto tempo mais espero que seja por muito, não escondo de ninguém que ela é minha avó favorita, assim como ela também não esconde das minhas irmãs que sou a neta favorita dela, não é sendo convencida, mais cresci com ela falando isso rsrss, mais a verdade é que eu amava todas as três mães do meu pai,  ao todo elas criaram 6 crianças, mais não todas ao mesmo tempo tanto que a mais nova tem por volta de 17 anos e uma de 20 mora com ela ainda , meu pai já tem mais de 50, e ela ainda ajuda essa de 20 a criar o filho de 10 meses, creio que o amor por criar filhos que não são seus a torna forte apesar de ser uma senhora pequena de 39 kilos apenas, que acorda as 5 horas da manhã todos os dias no calor forte do Piauí para buscar água e cuidar das criações de cabras, que faz todos os serviços de casa com um sorriso no rosto e que faz aquela comidinha caseira que eu sentia tanta falta, matei a minha saudade de revê-la e rever a cidade em que nasci.
Quando ao titulo desde post "A vida que não tive", eu me refiro ao fato de até meus 1 ano e 10 meses a Vó Edite ter cuidado de mim, e quando meus pais vieram para São Paulo construir uma vida melhor me trouxeram junto com eles, não estou reclamando, meus pais me deram uma base pra vida, me deram tudo que não poderiam dar se ainda morassem lá, a maioria das garotas lá se casam aos 14 anos, por ser bem interior não se tem muitas oportunidades de trabalho que não sejam na cidade e são poucos os que se formam, minha mãe e meu pai deram a mim e minhas irmãs mais do que podemos agradecer, mas eu ainda imagino sobre a vida que não tive, como seria se eu ainda estivesse lá, estaria casada e com muitos filhos, ou me apegaria apenas a cuidar da minha avó que tanto fez por tantos? isso nunca vou saber mais eu posso dizer que me sinto feliz, completa e super sortuda por ter tido 7 avós ao todo.
Aqui ela me levou para visitar a antiga casa dela, a casa que eu conheci quando tinha 11 anos,
agora só resta os escombros, mais mesmo assim deu pra matar a saudade, as árvores continuam
do mesmo jeito.
Ela amamentando um cabritinho que não conseguia mamar na mãe, infelizmente ele
morreu no dia seguinte, minha avó disse que já sabia que ele ia morrer, ela me disse:
_Eu os alimento antes de morrer por que não quero que morram de barriga vazia!
Vó Edite
Vó Edite entre os túmulos de suas irmãs, no nordeste é a coisa mais comum tirar foto de pessoas mortas ou ao lado dos túmulos, á esquerda túmulo da Vó Mariquinha e á direita túmulo da Vó Julinha.
Vó Edite segurando seu bisneto Breno, ela criou a Vó dele, a Mãe e agora ele.
Para relembrar o poema que eu escrevi vou deixar ele aqui:

SAUDADES

 "Josielma Ramos"

Simplício Mendes,
Será que um dia voltarei a te ver?
Terra onde nasci,
E onde tão pouco pisei.

Será que ainda subirei em uma arvore de cajá?
No meio do mato
Em seu solo tão árido.

Será que voltarei a ver meu avô e minhas avós?
Os tios que por lá deixei,
Primos desconhecidos.

Será que ainda irei me banhar lá no pinga água?
Não, na seca secou,
E não pinga mais nem uma gota.

Será que ainda verei,
Palmas e árvores de favela,
Tão difíceis de apanhar,
E as galinhas no mato,
E as ovelhas e cabras no pasto seco?

Será que ainda correrei,
Daquela vaca que eu provocava,
Quando tentava chegar perto do bezerro?

Será que ainda verei,
Meu avô matando cabra,
Para a fome matar?
Verei ele lá na roça,
O sustento plantar?

Será que ainda sentirei o cheiro dele?
De cachimbo, pinga, suor e terra.
E da minha avó,
De fogão de barro e lenha.

Ainda verei,
O burrinho empacar na estrada de areia?
E na areia as lagartas verdes,
Lentamente a correr.

Será que ainda verei,
Minha avó doentinha?
Aquela que o médico disse,
Não haver mais cura.

Verei a árvore de juá?
Na frente da casa de Dona Aniza,
Que medo de cobra tinha.
E ficava na cadeira de balanço,
Proseando com vó Edita.

Verei minhas amigas de infância?
Aquelas a quem ensinei amarelinha,
Aquelas que me ensinaram a brincar de roda,
Que comigo corriam entre arbustos no mato,
A roubar os ovinhos dos passarinhos.

Será que ainda verei o centro da cidade?
Onde todo domingo,
Minha avó me levava para tomar sorvete.

Verei os ônibus de viagem,
Levando o povo para outra cidade,
Com aperto e saudade,
Por deixar a terra amada.

Talvez eu vá embora,
E verei olhos que choram,
E mãos acenando,
Dando-me adeus.

Talvez eu volte,
Com saudades no peito,
E uma vontade veloz,
De ali plantar minha vida,
De ali rever minha família.

Essa foto tirei da janela do ônibus no dia de nossa partida,
ela resume bem o penúltimo verso do meu poema,
"Talvez eu vá embora,
E verei olhos que choram,
E mãos acenando,
Dando-me adeus."
Espero que tenham gostado desse post, pois fiz com muito carinho, falar da minha família nem sempre é fácil pra mim, mais eu amo contar a minha história e tenho orgulho das minhas raízes nordestinas.

Até o próximo!

27 agosto 2013

Somos lagartas a espera de se tornar borboletas!


Galera estou em uma ótima fase da minha vida, sempre achei que a coisa mais incrível do mundo é desenvolver a mente, eu decidi seguir meu talento e escrever um livro, claro que já tinha decidido isso a anos atrás, meu primeiro livro já está terminado o Visões Poéticas que aliás é dele que surgiu o nome do blog, mais ainda não foi publicado, 
Agora decidi escrever uma história porque o que não me faltam são idéias, sim estou desempregada triste fato, mais não tão triste assim porque eu tenho uma marido ótimo que me apoia em ser escritora em tempo integral, ele me disse que vai segurar todas as pontas em casa até eu realizar o meu sonho, eu amo esse homem rsrs, mais não quero ser totalmente dependente então vou fazer o impossível para fazer esse sonho virar uma profissão remunerada, mesmo que seja uma merequinha né, pois como sabemos autores nacionais sofrem para ser reconhecidos, mais tudo bem porque será um esforço valido.
Então apesar disso tudo, de resolver ser escritora em tempo integral, quero falar dos projetos e coisas que estou fazendo que também me ajudam a estimular minha mente e minha escrita que anda um pouquinho enferrujada, que são os blogs, fui convidada a ser colaboradora e resenhista em dois que são:

Universo dos Leitores onde eventualmente eu escrevo resenhas e matérias literárias, e estou amando fazer parte, tem uma equipe sensacional e muito inteligente, tenho que dizer que sou apaixonada por pessoas inteligentes.

Stardust onde escrevo resenhas, comecei nele essa semana então ainda estou me familiarizando, mais é muito fofo assim como a dona a Josy, somos as duas Josi's rsrs, estou amando participar dele também pois é um amor de blog.

Também estou cuidando de algumas Fan Pages no Facebook:

Bookcase essa fan page foi criada por mim mesma, ainda tem poucos seguidores, nela falamos sobre séries de TV, livros, filmes, jogos e música, tem uma equipe bem legal e virou uma grande família pra mim.

Harry Potter Citou fui convidada para ser criadora de conteúdo dessa page e estou adorando, pois como sabem sou Potterhead assumida rsrs.

Visões Poéticas e como não podia deixar de ser a fan page desse blog rsrss.

O mais incrível pra mim é o desafio  de escrever para cada uma delas, pois escrevo matérias diferentes para cada blog e estou dando conta, virou um Hobby pra mim e uma paixão, já acordo pensando nisso, é tão bom fazer algo que gostamos, recomendo a todos tentarem fazer algo que seja uma paixão.

Até o próximo post!





Meu primeiro Vlog | Treino da fé | Corrida de rua

Na sexta-feria santa rolou o treino da fé que é uma corrida de rua que vai de Perus até Pirapora do bom Jesus, como eu sou a pessoa mais at...