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04 abril 2015

Mãe, TPM e Lily Allen

Imagem: We♥it
Olho para a página em branco e a seta que não para de piscar, é difícil começar a escrever, mas assim que as palavras vão surgindo em minha mente já vou sabendo como encaixa-las, pouco a pouco elas vão brotado, assim como as lágrimas que percorrem minha face. Pensei muito sobre o que escrever antes de começar e nada me parecia suficientemente bom, pensei em passar a limpo o rascunho de um poema que escrevi outro dia, ou repostar um post antigo que teve poucas visualizações, pensei até em não fazer nada, mas a verdade é que estou cansada de não fazer nada, ou pelo menos nada na visão das pessoas ao meu redor. Começa a tocar uma de minhas músicas favoritas no celular, 22 de Lilly Allen, ela fala tanto comigo, como eu me sentia a anos atrás e como volto a me sentir assim hoje.
Tenho tantos projetos em andamento, tantos planos para serem colocados em prática, e tudo que ouço dizerem é que eu não faço nada, será que tenho que mostrar ou provar a cada minuto do meu dia o que estou fazendo, postar de cinco em cinco minutos no facebook que terminei mais um projeto, sinceramente não sei como alcançar a aprovação de uma pessoa em particular, minha mãe, sim ela é a pessoa que mais me atormenta durante os meus dias, durante os dois últimos anos da minha vida fui chamada de desocupada, vagabunda, que não queria saber de arrumar um emprego, e foi assim sendo uma desocupada que terminei meu primeiro livro e entrei na faculdade, no dia do meu lançamento estava lá minha mãe toda orgulhosa de sua filha mais velha que havia escrito um livro e que tinha sido minha maior incentivadora, e de fato ela foi, sempre me incentivou a escrever, porém eu ouvi mais palavras duras do que de incentivo, e hoje quando tudo está melhor eis que me vem a tona tudo de novo, acabei de chegar da casa dela, vim embora chorando, não sei se o fato de eu estar menstruada me torna mais sensível ao que ela me disse, mas me sinto muito mal, tenho 26 anos e minha mãe ainda me trata como se eu tivesse 6, como se eu fosse uma irresponsável, não que eu seja o melhor exemplo do mundo de sanidade, mas sempre fiz tudo certinho, me casei na igreja de véu e grinalda como "ELA" sonhou, não tenho filhos, e sou a aberração da família por ter uma mente super aberta, já minhas duas irmãs são as filhas perfeitas, ambas mães solteiras, não estou julgando gente, tenho muito orgulho das minhas irmãs pois os caras eram uns babacas, porém as duas tem "empregos" e é isso que as torna melhores do que eu na visão da minha mãe.
Não sei o que pensar dessa situação toda, afinal de contas ela é minha mãe e eu a amo, e sei que ela me ama também, mas às vezes bem que eu gostaria que ela tivesse um filtro antes de simplesmente cuspir na minha cara tudo que ela pensa, eu normalmente não me importo com as coisas que ela fala, mas quando estou nessa época do mês é como se minha mente se expandisse e tudo fosse um campo minado prestes a explodir, e no caso a bomba sou eu, e já explodi hoje.


01 setembro 2014

Último dia de Bienal, inesquecível.

Ontem foi o ultimo dia da Bienal de SP, eu não podia não deixar de marcar presença, pois no dia 24 não consegui ver e fazer tudo que eu queria, sabe quando a gente fica igual criança em loja de doce, pois é sou assim em uma livraria, agora imagina todas as editoras conhecidas em um lugar imenso como o pavilhão do Anhembi, posso dizer que essa foi a Bienal da fila, fila para entrar, fila para o banheiro, fila para comer, fila para pagar os livros.
Eu já tinha credencial, mas nesse domingo minha mãe foi comigo e como foi de ultima hora que ela resolveu ir não deu para comprar ingresso antecipado, conclusão tivemos que pegar "a fila", ela começava na rua fora do local do evento, a parte boa é que a fila não parava, pelo menos isso né, mas a melhor parte mesmo foi ver a alegria das pessoas por estar em uma fila imensa, devia ter uma 600 pessoas naquela fila ou mais, ficamos em torno de 1 hora nela, minha sobrinha reclamou um pouco, mas peguei ela no colo, compramos um açaí e ficou tudo bem, consegui ver de pertinho o Mauricio de Sousa e o Ziraldo, mas infelizmente não consegui tirar fotos com eles e nem pegar autógrafos, já com a linda da Renata Ventura eu consegui tirar foto e pegar autógrafo nos dois livros dela, andamos muito, a Sol e minha mãe se divertiram muito, compramos alguns livros e ficamos muito felizes por pegar fila para paga-los, foi um mega evento, muito bem organizado e bem estruturado, tinha transporte gratuito das estações de metrô e trem direto para o evento, ida e volta.
Acabamos saindo cedo do evento, eram 17 horas, pegamos o ônibus de volta para a estação Barra Funda e de lá pegamos um trem para a Lapa, a Sol queria lanchar no Mc'Donalds, mas para o azar dela já estava fechado quando passamos por lá, acabamos achando uma lanchonete perto do terminal de ônibus onde nos entupimos de besteira antes de ir para o ponto de ônibus, começou a chover antes do ônibus chegar, quando ele chegou a encrenqueira da minha mãe cortou fila, "ai que vergonha gente", eu amo a minha mãe rsrs, e depois de uns 40 minutos chegamos enfim em casa, pés doendo, mãos doendo de carregar sacolas pesadas de livros, costas doendo de ficar na fila com a minha sobrinha no colo, mas confesso que valeu a pena cada minuto e eu repetiria esse dia tudo de novo todos os dias se eu pudesse, e que venha a próxima Bienal, seja onde for me planejarei para ir.  









Eu disse mais de 600? acho que tinha muito mais hein?
E quando você pensa que a fila acabou, olha lá onde ela continua.





Com a linda Renata Ventura, super simpática.

Renata autografando meus livros <3



A Sol ficou tão encantada que nem sabia o que escolher, eu como leitora me sinto uma tia orgulhosa por ser exemplo para ela.



Caverna do dragão agora tem final gente, não comprei, mas vou procurar na internet quando tiver um dinheirinho sobrando.



Herói de infância, emoção ver o Ziraldo assim tão de pertinho.
Mônica a filha do Mauricio de Sousa.

Não chegar perto do Mauricio de Sousa, mas a Isabela sim, olha ela lá abraçando meu Amor de infância.

Tive o prazer de conhecer a Isabela Lapa, dona do blog onde sou colunista o Universo dos Leitores, nos conhecíamos apenas pela internet, meu segundo livro vendido e autografado para foi para ela, o primeiro foi para a minha mãe rsrs.







Uffa, sei que foram muitas fotos, mas esse dia será eterno, passei ao lado de duas pessoas muito importantes para mim que tem a mesma paixão que eu, uma me ensinou a amar os livros e a outra estamos ensinando esse caminho para um mundo mágico, que venham muitas bienais ao lado de vocês.

21 julho 2014

Eu não sou a minha irmã!

Lembro-me muito bem de ter passado boa parte da minha adolescência ouvindo minha mãe dizer:
_Porque você não é igual sua irmã?
_Sua irmã é tão responsável porque você não pode ser assim?
Para poderem entender um pouco a mente obsessiva da minha querida mãezinha tenho que dizer que a irmã a qual ela se referia era a minha irmã do meio, eu sou a mais velha e era uma "vergonha" pra ela porque mesmo aos 17 anos não arranjava emprego e a minha irmã aos 15 conseguiu o primeiro dela, e a minha irmã caçula coitada era a ovelha negra da família, uma enorme família de desajustados e a ovelha negra calhou de ser logo a magricela e tímida da minha irmã mais nova, o que em nada minha irmã do meio tinha de tímida, era a pessoa mais sociável do mundo, sempre rodeada de amigos, era quem podia trazer meninas e meninos para as festas do pijama em casa, e eu mal podia trazer uma amiga para passar a tarde, eu nunca pude fazer um piercing, minha mãe sempre dizia:
_Quando você morar sozinha e for dona do seu corpo poderá fazer o que quiser.
Já minhas duas irmãs aos 15 anos colocaram vários piercings, e minha mãe nunca implicou, eu apenas uma vez furei a orelha o que foi motivo para ficar de castigo, nunca entendi muito bem a lógica de minha mãe, diziam que ela colocava mais fé em mim por ser a mais velha e queria evitar que eu fizesse besteira, então nesse caso eu não podia sair e nem ir para baladas enquanto minhas irmãs ficavam com toda a diversão de ser jovem, fora que matar aula eu nem podia sonhar, minha irmã simplesmente chegava e dizia:
_Não vou pra escola hoje!
E não ia, ela ia é sair com as amigas e tudo que eu não tinha direito.
Quando fiz 18 isso mudou um pouco e aos 20 então me tornei a filha modelo e porque? apenas porque me casei na igreja de vestido de noiva e tudo que manda o figurino, e a minha irmã? bem ela engravidou aos 18 morando debaixo do teto da minha mãe, isso não deveria ser ruim, aliás ela já era maior de idade não é mesmo, mas acontece que vivo em um bairro pobre de espirito em que ser mãe solteira é visto com maus olhos, e pra completar minha irmã caçula fugiu de casa aos 17 para morar com um rapaz, aos 19 acabou engravidando e aos 6 meses de gravidez voltou a morar na casa da minha mãe, pronto mais uma mãe solteira na família, e os vizinhos? ah os vizinhos se escandalizaram é claro, e eu o que sempre ouço é:
_E você? não quer ter filhos?
_Já tá passando da hora!
_Suas irmãs foram mais rápidas que você!
_A única que se casou e não é mãe!
_Mas porque você não quer ser mãe? você é jovem vai mudar de ideia!
Sabe o que eu ouço? apenas o mimimi de pessoas maldosas que não tem uma vida interessante, que são parasitas e necessitam se alimentar do que acontece na vida alheia, eu não tenho filhos, mas escrevi um livro, comecei a faculdade e estou montando minha própria empresa, e filhos posso ter quando eu me sentir preparada para ser mãe, ou nunca, isso não vai influenciar quem eu sou, não vou me definir por ser mãe, minhas irmãs são mães solteiras, mas estão terminando a faculdade, elas trabalham e namoram, ser mãe nunca as impediu de sonhar e não ser mãe não vai me impedir também, eu não sou como a minha irmã e nunca serei, somos o mesmo sangue, mas não somos a mesma pessoa, parem de nos comparar.

28 agosto 2013

Músicas que me inspiram: Slipping Through My Fingers - Mamma Mia/ABBA

Eu sou apaixonada pelo filme Mamma Mia desde a primeira vez que assisti, comprei o DVD e desde então meu marido não aguenta mais eu repetir ele quase toda semana, o que posso dizer eu me arrepio toda vez que escuto as canções, eu já as conhecia antes do filme pois aprendi o lado bom da música através do meu pai quando era pequena, ele tinha várias fitas cassetes da banda ABBA.
A um tempinho atrás teve a peça de teatro aqui o Brasil, infelizmente não pude ir ver e me arrependo muito pois o filme foi inspirado na peça, assisti um documentário com as três autoras o que me deixou com mais vontade de ver, mais o filme em si é um espetáculo a parte com uma das minhas atrizes favoritas Meryl Streep.

Essa é uma das minhas cenas favoritas do filme!


"Slipping Through My Fingers" É uma música escrita por Björn Ulvaeus e Benny Andersson e gravada pelo grupo sueco ABBA no álbum de 1981 The Visitors. O vocal é de Agnetha Fältskog. A música conta a história do lamento de uma mãe que percebe que a sua filha cresce rapidamente e "Escapa pelos seus dedos". A inspiração da música foi a filhinha de Agnetha e Björn, Linda Ulvaeus, que tinha cinco anos à época da composição da canção.
A canção é usada no musical Mamma Mia!,(video acima) a exemplo do filme de 2008 Mamma Mia! (filme) no qual a música é interpretada pelas atrizes Meryl Streep e Amanda Seyfried. A canção é usada quando a mãe, Donna, está ajudando sua filha, Sophie, a se arrumar para o seu casamento.
Interpretação da banda ABBA

E então já ouviram falar da banda ou do filme? quais suas músicas e cenas favoritas?

Até o próximo post!



30 novembro 2012

Acróstico: Maria Luz Minha.




Poema em homenagem a minha mãe, a mulher a quem devo tudo que hoje sou...

"Josielma Ramos"

Meu consolo nas horas de desespero,
Amor que levo no peito,
Riso que alegra a minha vida,
Iluminando o meu caminho,
Amo você

Elma, mulher maravilhosa,
Luz minha,
Mãe querida,
Amor da minha vida.

Meu primeiro Vlog | Treino da fé | Corrida de rua

Na sexta-feria santa rolou o treino da fé que é uma corrida de rua que vai de Perus até Pirapora do bom Jesus, como eu sou a pessoa mais at...