11 março 2013

FUI TOLA DE PENSAR QUE NADA PODERIA DAR ERRADO!

Tem uma música que gosto muito, é que ela me faz pensar cada vez que a escuto, sou muito fã de "Lily Allen" e amo as músicas dela, mais a minha favorita é 22...vou escrever a tradução dela para que vocês possam entender um pouco do que eu estou falando.
22
"Lily Allen"

Quando ela tinha 22 anos, seu futuro parecia brilhante
Mas agora já tem quase 30, e está fora toda noite
Vejo aquela feição em seu rosto e nos olhos, aquele olhar
Ela se pergunta como chegou aqui e quer saber o porquê

É triste mas é verdade o que a sociedade diz
Que sua vida já acabou
Não há nada a fazer e nem nada a dizer
Até que o homem dos seus sonhos apareça e a coloque nos ombros
Parece tão impossível nos dias de hoje

Ela tem um bom emprego, mas não é uma carreira
Sempre que ela pensa nisso, começa a chorar
Tudo que ela quer é um namorado
Mas só consegue noitadas
Ela pensa "como vim parar aqui"
"Estou fazendo tudo que posso"

É triste mas é verdade o que a sociedade diz
Que sua vida já acabou
Não há nada a fazer e nem nada a dizer
Até que o homem dos seus sonhos apareça e a coloque nos ombros
Parece tão impossível nos dias de hoje

É triste mas é verdade o que a sociedade diz
Que sua vida já acabou
Não há nada a fazer e nem nada a dizer
Até que o homem dos seus sonhos apareça e a coloque nos ombros
Parece tão impossível nos dias de hoje.

A parte que realmente me faz pensar é, quando tinha 22 seu futuro parecia brilhante, mas agora já tem quase 30...
No dia 1º de janeiro farei 24 anos, todo ano é a mesma coisa, virada de ano, aniversário, lágrimas...
Tenho sonhos e muitas vontades, sempre começo o ano com lágrimas por estar ficando mais velha, isso desde os 15 anos, talvez seja medo de crescer, talvez seja medo das poucas opções que escolhi na vida (me refiro a profissional), todo ano decido começar a faculdade, mais sempre tenho dúvidas sobre o que cursar, gosto de muitas áreas, mais as pessoas no meu ouvido dizendo faça isso, faça aquilo, a necessidade da aprovação dos meus pais e as criticas de alguns membros da família, minhas irmãs mais novas que já estão quase se formando, tudo parece uma grande pressão, me sinto prestes a explodir, não estou colocando a culpa de minhas escolhas em cima de ninguém, mais é que sempre tentei ser a filha perfeita, porque era isso que meus pais queriam, e quando pela primeira vez na vida fiz uma escolha minha, fui bombardeada por criticas, fazer o que? A vida não é perfeita, (tá isso ficou meio clichê rsrsss).
O que estou tentando dizer, e como a música já diz, é que estou envelhecendo, amadurecendo e vendo as coisas acontecerem, o futuro brilhante que eu tracei pra mim não é mais o mesmo, meus sonhos ainda são os mesmos, mais não são mais prioridade, não porque eu não queira, mais é que crescer nos obriga a ter certas responsabilidades.
É que cheguei em um ponto da minha vida que já estou tão farta e sem inspiração, meu espirito está inquieto em um vôo sem fim, só quero que o passado seja o som de meus pés no chão  a procura da próxima aventura sem me preocupar com os problemas e com o que os outros vão tentar ou pensar.

Obs: texto escrito em dezembro de 2012

Saudades e boas lembranças

Vó Mariquinha faleceu, triste eu sei, já esperávamos por isso há muito tempo, pena que não tive a chance de revê-la novamente, a alguns meses atrás até escrevi um poema sobre minha cidade natal, e falava da minha avó no poema e da saudade que para mim era estar longe dela, infelizmente não tive a chance de encontra-la, pois antes mesmo que eu pudesse ter condições de ir vê-la aconteceu o triste ocorrido, mais até que me faz bem pensar nela, fico lembrando da minha infância que foi muito feliz, nas vezes que ela junto com a vó Edite vieram me visitar, as historias que ela me contava, a primeira que ela me contou e que eu lembro foi a de Ali baba e os quarenta ladrões, eu nem conhecia essa história, hoje paro e penso como uma senhora analfabeta de quase 80 anos do sertão do Piauí aprendeu essa história, não sabia ler, em sua casa não havia energia elétrica  nunca assistiu televisão, nem tinha livros em sua casa, morava e trabalhava na roça, e viveu assim até sua morte, na certa ouviu alguém contar, mais para uma senhora idosa, sua memória era incrível até que adoeceu, mais não vou entrar em detalhes sobre a doença, o que quero mesmo é falar é de uma história que eu adorava quando ela me contava, era mais ou menos assim:


Havia uma menina linda que era muito amada pela mãe, todas as noites sua mãe lhe penteava os cabelos, um dia o pai ficou viúvo . A vizinha tanto fez para agradar a criança que ela terminou implorando ao pai que casasse com a bondosa mulher. Desconfiado, o pai advertia a filha: Agora ela te dá mel; mais tarde te dará fel. Mas a menina implorou tanto que o homem aceitou o casamento.
O pai fazia viagens e deixava a menina entregue à madrasta, que logo botou as unhas de fora. Atrás da casa havia uma figueira, e ela obrigava a menina a tanger os passarinhos, para não picarem os frutos. Se um único figo aparecesse estragado, sobrevinha um castigo terrível. Até que um dia a madrasta resolveu desfazer-se da menina e a matou e enterrou-a num buraco. No lugar cresceu um enorme capinzal e quando um dia o irmão foi cortar o capim e ouviu uma canção:

Meu irmão,
não me corte o cabelo
minha mãe me penteava
minha madrasta me enterrou
pelo figo da figueira
que o passarinho bicou.
Xô passarinho da figueira de meu pai!

Numa das raras vezes em que o pai se encontrava em casa e deu pela falta da filha, o irmão pediu que ele escutasse a estranha voz. Cavaram a terra e encontraram a menina muito fraquinha, mas ainda viva. O homem puniu a esposa cruel amarrando ela em um cavalo e tocando fogo nas partes intimas do pobre animal, dizem que o cavalo está correndo até hoje.

Eu amava essa história, acho ela meio macabra, como a garota morre e depois volta viva, e canta embaixo da terra, têm também a violência contra a mulher e a crueldade com os animais, mais foi assim que cresci ouvindo essas histórias doidas da minha avó, isso não definiu meu caráter e não me tornou uma pessoa violenta, só me traz maravilhosas lembranças e recordações dos  poucos momentos que tive com minha avó, já faz uns dois meses que ela faleceu, não tenho muitos arrependimentos na minha vida, mais um dos poucos é de não ter ido vê-la quando tive a oportunidade, a última vez que a vi eu tinha uns 13 ou 14 anos, hoje estou com 24 anos, agora convivo com a dor da perda, mais estou feliz porque agora ela já não sofre mais, pois era triste saber que ela sentia dor, tento remediar a dor escrevendo em sua homenagem, mais claro que mesmo que eu escrevesse um livro sobre ela não diminuiria a culpa e dor que sinto, “Desculpe vó Mariquinha”

09 março 2013

Nota sobre o futuro que planejo para esse blog.

Sei que esse deveria ser um blog sobre poesia, mais é que ele se tornou mais que isso para mim nos últimos tempos, minha ideia inicial era apenas mostrar meu trabalho como poetisa e nada mais, mais a minha paixão por leitura me levou além, quero fazer muito mais com esse espaço, quero mostrar minhas aventuras pelos mundos mágicos que frequento de além da minha imaginação, poucos sabem mais não escrevo apenas poesia, também escrevo contos, crônicas e tento finalizar meu primeiro livro, um sonho ainda não conquistado, mais não tão fora do meu alcance, e além disso esse blog se tornou um pedacinho de mim, meus poemas são a minha vida, minha maneira secreta e pessoal de desabafo, em breve postarei mais um pouco sobre o rumo que planejo para esse blog, até mais.

Meu primeiro Vlog | Treino da fé | Corrida de rua

Na sexta-feria santa rolou o treino da fé que é uma corrida de rua que vai de Perus até Pirapora do bom Jesus, como eu sou a pessoa mais at...