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08 junho 2014

Colocar a chaleira no fogo

"Josielma Ramos"

Era uma manhã de setembro, olhei pela janela e a chuva caia preguiçosamente, calcei meus chinelos e andei lentamente até o fogão, coloquei a chaleira no fogo e esperei a água esquentar enquanto continuava a olhar pela janela, de repente ouvi uma batida em minha porta, o que era estranho já que sempre consigo ver da janela quando alguém passa, e naquele momento ninguém havia passado, mesmo assim fui em direção à porta e a abri, para minha surpresa e total espanto não havia ninguém lá, apenas um gato pardo e gordo, nunca fui muito fã de gatos, então fechei a porta depois de dar mais uma olhada em cada direção e me certificar que não havia mesmo ninguém por ali, malditas crianças, é com certeza deviam ser as crianças dos vizinhos tentando me pregar uma peça.
A chaleira apitou, corri até o fogão e a peguei, preparei as minhas ervas dentro da minha xicara favorita e preparei o meu chá, nos poucos instantes antes de levar a xicara a boca alguém batia na porta novamente, larguei meu chá em cima da mesa e fui até a porta, mais novamente não havia ninguém lá, teria que ter uma séria conversa com os pais daquelas crianças, enquanto eu olhava para os dois lados da viela o gato pardo e gordo que ainda estava na minha porta, entrou correndo para dentro da minha casa passando por debaixo das minhas pernas, sentou-se na minha cadeira e ficou a me encarar, que gato mais doido eu pensei.
_Sai, passa, xó_ Eu disse com a porta aberta apontando para a rua, esperando ele sair, ele apenas continuou a me encarar com aqueles olhos vermelhos assustadores.
_Vamos, vai embora, eu não gosto de gatos, nada contra você, só que eu prefiro cães_ Eu disse para o gato, eu devia estar a beira da loucura pois podia jurar que ele me olhou de uma maneira não muito comum em gatos e também por estar falando com um gato, depois de um momento percebi que ele não iria sair, então desisti de o expulsar não sei bem o porque, simplesmente fechei a porta, peguei minha xicara de chá e me sentei na cadeira do outro lado da mesa, ele me encarando e eu encarando ele, em nenhum momento o bichano miou ou desviou o olhar, ele ficou lá na minha cadeira apenas parado me olhando com aqueles profundos olhos vermelhos de aparência maligna.
_O que você está olhando? Deve achar que eu sou doido por falar com você né? Pois saiba que não sou_ Mais ao mesmo tempo eu falava para mim mesmo, se não sou doido porque deixei ele ficar e ainda continuo falando com ele?
Esse gato era muito estranho, será que ele sentia fome, talvez fosse isso, fui até minha geladeira e enchi um pires de leite, coloquei no pé da cadeira, ele desceu, bebeu e assim que terminou lambeu os bigodes, voltou a subir na cadeira e a me encarar.
_Só pode ser brincadeira né, seu gato doido, muito bem está na hora de ir embora_ Fui até a porta e a abri, e para minha surpresa o gato se levantou e saiu, simples assim foi embora, agora eu estava livre dele, pelo resto do dia nenhuma batida na porta e nem vi mais aquele gato.
Na noite daquele mesmo dia de setembro sai para jantar com alguns amigos, bebemos um pouco, nos divertimos, ouvimos música em um barzinho e depois fomos para casa, cada um para a sua, viro esquina, entra esquina e quando entro na viela onde fica minha casa, quem cruza meu caminho? O maldito gato pardo e gordo, bem que minha mãe sempre dizia para nunca alimentar animais, senão eles nunca mais te deixam em paz, eu continuei caminhando em direção a minha casa e o gato continuou lá, bem no meio da viela me encarando enquanto eu me aproximava, quanto cheguei perto do gato, ele não me deixou passar, começou a caminhar de costas sem tirar os olhos de mim, será que estou mesmo louco eu pensei, um gato andando de costas, ele andava lentamente, fantasmagoricamente, só posso estar louco mesmo, resolvi ignorar aquele gato, passei sem olhar para ele, corri até a minha porta, peguei a chave e abri, entrei respirando fundo, estava a salvo daquele gato doido, estava cansado então me preparei para ir dormir, depois que me joguei na cama, droga sonhei com o maldito gato, só pode ser brincadeira, aqueles olhos, aqueles malditos olhos vermelhos, me encarando, me engolindo, me consumindo, acordei pingando de suor, senti algo escorrendo do meu nariz, era sangue, levantei e fui até o banheiro.
_Droga, mais que susto_ O maldito gato estava sentado em cima do vaso sanitário_ Como você entrou aqui? Por que fica me encarando? Está me julgando? Julgando meus pecados? Não é minha culpa se Lílian morreu daquela maneira, é verdade que se eu realmente quisesse se realmente tivesse tentado eu a teria salvo, mais não pude fazer isso, estava com raiva, ela havia me traído, estava apaixonada por outro, isso eu não podia aceitar, ela era minha, o amor da minha vida, havíamos feito promessas, promessas que não se quebram assim da noite para o dia, sim eu a deixei morrer.
Era isso que aquele gato tanto julgava com aqueles imensos olhos vermelhos demoníacos, no fundo pareciam um pouco, sim pareciam com os olhos de Lílian, mais não podia ser, ela devia ter voltado para me buscar, eu já sabia o que ela queria.

Aquela noite era fria, mais mesmo assim caminhei para o ponto de John, descalço e sem agasalho, o mesmo lugar onde eu havia permitido sua morte prematura, no mesmo lugar em que permiti que suas lembranças caíssem no esquecimento, o mesmo lugar em que minha doce Lílian teve seu fim, mais a verdade é que o fantasma de sua presença era constante até no perfume do meu travesseiro, foi com essa lembrança de seus longos cachos negros, de seus lindos olhos castanhos, de sua pele branca e do perfume, ah aquele perfume no meu travesseiro, foi com todas essas lembranças que me deixei cair pelo ponto de Jonh, um lugar de encontros românticos as escuras e de separações, e agora talvez de um reencontro de amores perdidos, de almas perdidas.

10 maio 2014

O fim chega...

Escrevi esse conto a pouco tempo e fiquei muito satisfeita quando terminei de escreve-lo, sempre amei as histórias de terror de Edgar Allan Poe, e inspirada por ele decidi escrever a minha primeira, nada digno de chegar aos pés do brilhantismo de Poe, mas para uma primeira tentativa fiquei muito feliz, então espero que agrade.


Ele chegou com aquele mesmo humor de como quando andava bebendo, abriu a porta cambaleando e derrubando tudo em seu caminho, eu corri para meu quarto e me escondi, escutei toda discussão e minha mãe chorar, ele dizia que ela estava velha e gorda, que não aguentava mais olhar para ela, falou que sua comida era uma droga e cuspiu no rosto dela, eu me senti impotente por sempre assistir a tudo aquilo e não poder fazer nada, ela era minha mãe e sempre me protegia, porque eu não conseguia fazer o mesmo? Naquela noite quando ela veio me dar um beijo antes de dormir eu pude enxergar seus olhos vermelhos de tanto chorar e a marca da mão dele em seu rosto, nunca consegui entender porque ele fazia aquilo com ela, afinal de contas ela trabalhava pra ajudar em casa, cuidava de mim, da casa, lavava as roupas dele, cozinhava pra ele, amava ele, mais tudo só parecia piorar e eu sempre impotente, uma criança o que eu poderia fazer? Eu tinha medo de ficar no mesmo cômodo com ele.
Um dia eu estava na mesa do café da manhã antes de ir para o colégio, ele entrou na cozinha com a cara de ressaca de sempre e tropeçou na minha mochila que eu tinha jogado a um canto quanto entrei na cozinha, foi tudo que precisou para ele explodir comigo, me arrastou pelo braço me derrubando da cadeira e me chamando de inútil, que era por isso que meu pai havia sumido no mundo e agora era ele que carregava o fardo, ele me bateu, me deu vários tapas no rosto, eu sentia o gosto do sangue nos meus lábios, naquele momento senti algo novo dentro de mim, talvez o fato dele estar sóbrio daquela vez tenha me deixado com mais raiva e acumulando com o que minha mãe vinha passando na mão dele eu não pude suportar, minha mãe não pode fazer nada perto dele era pequena e indefesa e ele lhe deu um tapa quando tentou se aproximar para separar ele de mim, depois de um breve momento torturante ele olhou para mim como se estivesse arrependido do que fez, mais não se desculpou apenas saiu batendo a porta, minha mãe correu até mim e me abraçou, ouvimos o motor do carro sendo ligado, ele saiu cantando pneu.
Enquanto minha mãe cuidava dos meus muitos machucados ela tentava dar uma desculpa para o fato de ele agir daquela maneira, ela dizia que ele se sentia frustrado por não ter um emprego melhor, por ela ganhar mais que ele e pelo fato dela chegar às vezes tão cansada do trabalho e não ter tempo para dar o carinho e atenção que ele merece, eu nunca concordei com essa linha de raciocínio da minha mãe, nunca achei que era culpa dela ele ser assim, ele não tinha um emprego melhor porque era um acomodado, alem do dinheiro dele gastava o da minha mãe também e sempre com bebidas, se tudo que minha mãe fazia era por mim e por ele como ela podia dizer que não dava o carinho e atenção que ele merecia, em minha opinião nem morar no mesmo planeta que ela ele merecia, mais era tudo complicado demais e minha mãe não queria me escutar, talvez estivesse cega de amor ou tivesse medo demais para desafiar ele, então eu decidi tomar uma decisão pelo bem dela.
Uma noite minha mãe ligou avisando que ficaria de plantão no hospital e que não era para esperar por ela, pensei que aquela seria a noite perfeita para por um fim naquele sofrimento, subi até o andar de cima e fui até o banheiro, liguei as torneiras, deixei a banheira encher e esperei.
Depois da banheira encher e eu fechar as torneiras escutei o barulho do carro dele chegando, desci as escadas correndo e fui para a cozinha, ele entrou perguntando sobre minha mãe e eu avisei que ela não viria para casa pois estava de plantão, ele abriu a geladeira e pegou uma lata de cerveja, dava pra ver que estava bêbado e mesmo assim continuava a beber, perguntei se ele sentia fome e ele disse que não que queria apenas dormir, falei que tinha preparado um banho de banheira pra mim, mas que ele podia tomar se quisesse antes de dormir, já esperava receber um tapa, mas para meu espanto ele concordou comigo dizendo que dormiria mais sossegado de banho tomado, ele mal conseguia subir as escadas sem tropeçar a cada degrau, tentei ajudá-lo a subir mais ele era pesado demais, depois de alguns minutos com um pouco de esforço chegamos ao banheiro, ele estava tão bêbado que nem suspeitou da banheira que já o esperava cheia, eu sai do banheiro para ele se despir, ouvi o barulho de água caindo e percebi que ele já estava dentro dela, perguntei do outro lado da porta se ele queria mais alguma coisa, talvez um uísque, ele disse que sim, desci até a cozinha e peguei um copo e a garrafa, voltei correndo escada acima e bati na porta perguntando se podia entrar, ele me respondeu que sim, e me pediu para encher o copo e deixar a garrafa lá, entreguei o copo para ele que virou de uma só vez e me pediu para encher mais um copo e depois sair de lá, enchi o segundo copo, mal ele virou o copo adormeceu de tão bêbado, era a minha deixa, o momento que aguardei a noite toda, arregacei as mangas da minha blusa, apoiei minhas mãos em sua cabeça e afundei devagar até ele ficar submerso, ele acordou e tentou levantar, mais estava fraco depois de ter bebido tanto, ele continuou lutando o que pareceu horas, até que se rendeu e parou de respirar, estava morto, eu sentia como se uma corrente estivesse se partindo e eu estivesse livre finalmente, ali mesmo no banheiro troquei minhas roupas molhadas por roupas secas, corri até a lavanderia e joguei as roupas molhadas dentro da máquina de lavar junto com outras tantas, depois voltei ao meu quarto, deitei em minha cama e dormi.
Nem notei que já havia amanhecido, só quando ouvi os gritos da minha mãe foi que percebi o que estava acontecendo, corri até o banheiro e ela estava de pé em frente à banheira chorando e gritando, eu a abracei e disse para ela se acalmar que tudo ficaria bem, levei-a até a sala, ela ligou para o hospital desesperada pedindo para mandarem uma ambulância que seu marido estava morto, minutos depois uma ambulância chegou acompanhada de um carro de policia, fizeram todos os procedimentos com o corpo enquanto o policial fazia várias perguntas, minha mãe disse que havia passado a noite em plantão no hospital, e que estava apenas eu e ele em casa, o policial me perguntou se eu não tinha ouvido nada, eu contei a eles o que tinha acontecido na noite anterior, disse que ele chegou muito bêbado em casa e me pediu um copo e uma garrafa de uísque e me mandou levar no banheiro, disse que obedeci porque se não fizesse o que ele mandava ele me batia e mostrei os machucados que ainda estavam cicatrizando em meu rosto, e que depois de entregar o uísque ele gritou para eu sair do banheiro e ir pro meu quarto e não sair de lá porque ele não queria mais olhar para a minha cara, e eu fiz tudo como ele pediu.
O policial informou que depois que o legista examinasse o corpo ele voltava com mais noticias, e assim ele fez alguns dias depois, voltou dizendo que a autopsia mostrava um alto nível de álcool no corpo e que pelo que parecia tudo não passava de um trágico acidente doméstico, eu estava livre e jamais desconfiariam de uma criança que estava dormindo no momento do incidente.
Não demoraram muito para liberar o corpo para o velório, minha mãe estava muito abalada mais cuidou de cada detalhe, fez questão de escolher um belo caixão e ligar para todos os conhecidos, amigos e familiares, eu não tinha conversado com minha mãe desde o ocorrido e não sabia o que ela pensava ou como estava se sentindo, pois desde o dia que ela encontrou o corpo no banheiro eu não tinha mais a visto chorar e nem demonstrar nenhum tipo de emoção, boa ou ruim.
O velório ocorreu de maneira calma e com um clima estranho no ar, as pessoas vinham dar os pêsames para mim e minha mãe, ela ficava lá do lado do caixão sem responder a ninguém, apenas parada olhando para o nada sem demonstrar reação, acompanhou o cortejo fúnebre até dentro do cemitério, ela parecia uma morta viva, ele foi enterrado, os coveiros cobriram o caixão, nem assim ela reagiu.
Após o enterro fomos para casa, ela subiu direto ao quarto e se trancou lá dentro, eu estava começando a ficar preocupado com ela, com medo dela fazer alguma besteira, bati na porta e perguntei se ela estava bem e pra minha surpresa ela me respondeu, com voz rouca ela disse que apenas precisava dormir um pouco, resolvi dar um tempo pra ela, fui tomar um banho, mais usei o banheiro de baixo, estava evitando o banheiro do andar de cima desde o dia da morte.
Entrei no box e liguei o chuveiro, era tão bom sentir a água quente correndo pelo meu corpo, o chuveiro estava tão quente que uma névoa se formou no ar, desliguei o chuveiro, peguei uma toalha e sai do box, quando vi escrito no espelho suado as palavras EU SEI! Fiquei assustado, quem teria escrito aquilo? Só estava eu e minha mãe na casa e não tinha como ela saber de nada, com a toalha limpei o espelho apressadamente e corri para o meu quarto, me deitei na cama, eu estava tão cansado depois daquele dia cheio que adormeci no mesmo instante, sonhei com meu padrasto, ele estava em pé na minha frente com a água pingando do seu corpo para o chão do meu quarto apontando para mim e dizendo
_Eu sei! Eu sei! Eu sei! EU SEEEEEEEEIIIII...
Ele se desmanchou como se fosse feito de água e se derramou por todo o meu quarto começando a me afogar, acordei completamente suado como se realmente estivesse sendo afogado, olhei para o relógio e já eram duas horas da manhã, fui ver se minha mãe estava bem, mas ela não estava no quarto, desci as escadas e as luzes da cozinha estavam acessas, minha mãe estava sentada na mesa com um olhar apático e um copo de uísque na mão, o que achei estranho, pois ela não bebia, ela olhou para mim e pediu que eu me sentasse com ela, obedeci, ela finalmente desabafou e me contou tudo que sentia, ela me disse que era culpa dela ele estar morto, que ela havia desejado aquilo, que queria se sentir triste pela morte dele, pois o tinha amado muito, mais que no fundo ela estava feliz, eu não podia culpá-la por se sentir feliz ele era um babaca, ela disse que não conseguia dormir que sentia o peso pelo que havia desejado naquele momento eu comecei a me sentir culpado por ter sido quem causou o sentimento de culpa na única pessoa que queria proteger, eu disse para ela que só se sentia assim por culpa do luto, que com algumas semanas esse sentimento passaria e que tudo voltaria ao normal, ela balançou a cabeça concordando.
Nas semanas que se passaram minha mãe pareceu ter uma considerável melhora de humor, estava mais bonita, havia perdido peso, estava se cuidando mais e praticamente já tinha ou estava tentando esquecer o “acidente”, já pra mim não posso dizer que as coisas melhoraram, o maldito me assombrava em meus sonhos, coisas estranhas aconteciam pela casa, não sei se era o medo da policia descobrir algo que estava me fazendo imaginar coisas, ou se era o medo do fantasma dele estar assombrando a casa, todas as vezes que eu dormia acordava gritando, aonde eu ia tinha água se espalhando pelo chão, eu mal conseguia entra no banheiro com medo de ver algo, e toda vez que entrava via.
O medo e a culpa me consumiam pouco a pouco, um dia não aguentando mais tanto pesadelos e visões me assombrando, corri para o banheiro em busca dos calmantes da minha mãe para ver se eu conseguiria dormir em paz, foi uma coisa de momento, havia me esquecido que estava evitando o banheiro do andar de cima, e quando entrei me deparei com algo que eu não podia imaginar, a banheira estava cheia de água, mais minha mãe não estava em casa, quem a havia enchido, foi quando ouvi uma voz longe sussurrando.
_Entre!
Fiquei totalmente apavorado, mais minhas pernas não se moviam, eu não conseguia tirar os olhos da banheira, era quase hipnótico, depois de um longo tempo entre o ser ou não, fazer ou não, minhas pernas se moveram lentamente em direção a banheira, entrei uma perna de cada vez e sentei-me dentro da banheira esperando eu não sabia bem o que, de repente senti algo empurrando minha cabeça, mais não havia mais ninguém ali, a mão ainda fazia pressão na minha cabeça enquanto eu lutava tentando me desvencilhar, mais meus esforços eram impossíveis, fosse o que fosse que que estivesse tentando me afogar, era mais forte do que eu, comecei a ficar mais fraco e sentir a água entrando em meus pulmões, não conseguia mais respirar, vi pela última vez o rosto da minha mãe chorando sobre mim, a pessoa que eu mais quis bem no mundo.

03 março 2014

Harry Potter é...

...meu passado, presente e futuro.

Hoje decidi sair um pouco do assunto que normalmente falo aqui no blog, e falar sobre uma coisa que me faz muito feliz, sim como o título sugere, Harry Potter, não apenas os filmes, sou apaixonada pelos livros, comecei a acompanhar a saga ainda criança assim como milhares de outras crianças ao redor do mundo e até hoje mesmo tendo os DVD's quando passa na TV não perco o filme, assumo que já re-li cada livro umas cinco vezes, só não li mais porque comecei a trabalhar como resenhista no blog universo dos leitores e tenho uma fila de livros para ler, então nesse post irei colocar alguns trechos que mais adoro nos livros e algumas imagens dos filmes, espero que gostem.

A Pedra Filosofal


“Duda se parecia muito com o tio Valter. Tinha um rosto grande e rosado, pescoço curto, olhos azuis pequenos e aguados e cabelos louros muito espessos e assentados na cabeça enorme e densa. Tia Petúnia dizia com freqüência que Duda parecia um anjinho – Harry dizia com freqüência que Duda parecia um porco de peruca.”
PF, cap. 2, pág 23

“ – Eles metem a cabeças dos garotos no vaso sanitário no primeiro dia de escola – contou ele a Harry –, quer ir lá em cima praticar?
– Não, obrigado – respondeu Harry. – O coitado do vaso nunca recebeu nada tão horrível quanto a sua cabeça é capaz de passar mal.”

PF, cap. 3, página 32.

“Havia um cheiro horrível na cozinha na manhã seguinte quando Harry entrou para o café da manhã. Parecia vir de uma grande tina de metal dentro da pia. Ele se aproximou para espiar. A tina aparentemente estava cheia de trapos sujos que boiavam em água cinzenta.
– O que é isso? – perguntou à tia Petúnia. Os lábios dela se contraíram como costumavam fazer quando ele se atrevia a fazer uma pergunta.

– O seu novo uniforme novo de escola – respondeu.

– Ah – comentou – eu não sabia que tinha que ser tão molhado.”

PF, cap. 3, pág. 33



“-Se alguém que não fosse um duende de Gringotes tentasse fazer o mesmo, seria engolido pela porta e ficaria preso lá dentro – explicou Grampo.
-Com que freqüência você vem ver se tem alguém lá dentro? – perguntou Harry.
-Uma vez a cada dez anos – disse Grampo, com um sorriso maldoso.”

PF, cap. 5, pág. 69


“-E o que são Sonserina e Lufa-lufa?
-Casas na escola. São quatro. Todo mundo diz que Lufa-lufa só tem panacas, mas…
-Aposto que estou na Lufa-lufa – disse Harry deprimido.”
PF, cap. 5, pág. 73

“ – O que é um duelo de bruxos? – perguntou Harry. – E o que você quis dizer quando se ofereceu para ser meu padrinho?
– Bom, o padrinho fica lá para tomar o seu lugar se você morrer – disse Rony com displicência, começando finalmente a comer o pastelão frio. Surpreendendo a expressão no rosto de Harry, acrescentou bem depressa: – Mas as pessoas só morrem em duelos de verdade, sabe, com bruxos de verdade. O máximo que você e Draco conseguirão fazer será atirar fagulhas um no outro. Nenhum dos dois conhece magia suficiente para fazer estragos. Mas aposto que ele esperava que você recusasse.

– E se eu agitar minha varinha e nada acontecer?
– Jogue a varinha fora e meta-lhe um soco na cara – sugeriu Rony.”
PF, cap. 9, pág. 135

 “Lino Jordan estava achando difícil se manter neutro.
– Então – depois dessa desonestidade óbvia e repugnante…
– Jordan! – ralhou a Profa. Minerva.

– Quero dizer, depois dessa falta clara e revoltante…
– Jordan, estou-lhe avisando…
– Muito bem, muito bem. Marcos quase matou o apanhador da Grifinória, o que pode acontecer com qualquer um, tenho certeza…”
PF, cap. 11, pág. 164

A Câmara Secreta



“– Você não p-pode, papai disse que você não pode fazer m-mágicas, disse que expulsa você de casa, e você não tem para onde ir, você não tem nenhum amigo que possa ficar com você…
– Jígueri pôqueri! – disse Harry com ferocidade. – Hócus pócus… esquígli wígli…

– MÃÃÃÃÃÃE! – berrou Duda, tropeçando nos próprios pés enquanto disparava para dentro de casa. – MÃÃÃÃE! Ele está fazendo aquilo que você sabe!”
CS, cap. 1, pág. 15   

” – Dá para  acreditar na nossa sorte? – disse Rony infeliz, abaixando-se para recolher Perebas. – de todas as arvores que podíamos ter batido, tínhamos que bater nessa que revida?” CS, cap. 5, pág. 69 

“O resto da classe entrou sem fazer barulho, e Rony e Hermione se sentaram um de cada lado de Harry.
– Você podia ter fritado um ovo na cara – comentou Rony. – É melhor rezar para Creevey não conhecer a Gina, ou os dois vão começar um fã-clube do Harry Potter.

– Cale a boca – disse Harry ríspido. – A última coisa que precisava era que Lockhart ouvisse a frase “fã-clube do Harry Potter.”
CS, cap. 6, pág. 89  

” – Devo dizer que distribuir fotos autografadas nessa altura de sua carreira não é sensato, parece meio presunçoso, Harry, para ser franco. Haverá um dia em que, como eu, você vai precisar ter uma pilha de fotos à Mao onde quer que vá, mas – ele deu uma risadinha – acho que você ainda não chegou lá.” CS, cap. 6,  pág. 89  

”Deixem-me apresentar a vocês o meu assistente, Prof. Snape”, disse Lockhart, dando um largo sorriso. “Ele me conta que sabe alguma coisa de duelos e desportivamente concordou em me ajudar a fazer uma breve demonstração antes de começarmos. Agora, não quero que nenhum de vocês se preocupe, continuarão a ter o seu professor de Poções mesmo depois de eu o derrotar, não precisam ter medo!”
– Não seria bom se os dois acabassem um com o outro? – cochichou Rony ao ouvido de Harry.

O lábio superior de Snape crispou-se. Harry ficou imaginando por que Lockhart continuava a sorrir; se Snape estivesse olhando para ele daquele jeito, Harry já estaria correndo o mais depressa que pudesse na direção oposta.”
CS, cap. 11, pág. 163    

O Prisioneiro de Azkaban


“ALÔ! ALÔ! ESTA ME OUVINDO? QUERIA – FALAR – COM – O – HARRY – POTTER! Rony gritou com tanta força que tio Valter deu um salto e afastou o fone a mais de um palmo da orelha com a expressão em que se misturavam a fúria e o susto.”  PdA, cap. 1, pág. 11

“Percy, porém, estendeu a mão solenemente como se ele e o colega jamais tivessem se encontrado e disse:
– Harry. Que prazer em vê-lo.

– Olá, Percy – respondeu Harry, tentando conter o riso.
– Você está bem, espero? – continuou Percy pomposo, durante o aperto de mãos. Parecia até que estava sendo apresentado ao prefeito.
– Muito bem, obrigado…
– Harry! – exclamou Fred, empurrando Percy com os cotovelos e fazendo uma grande reverência. – É simplesmente esplêndido encontrá-lo, meu caro…
– Maravilhoso – disse Jorge, empurrando Fred para o lado e, por sua vez, apertando a mão de Harry. – Absolutamente maravilhoso.
– Agora chega – interrompeu-os a Sra. Weasley.
– Mãe! – exclamou Fred como se tivesse acabado de avistá-la, apertando-lhe a mão também: – É realmente formidável encontrá-la…”
PdA, cap. 4, pág. 56


“Jorge ergueu os olhos na hora em que Malfoy fingia desmaiar de terror outra vez.
– Aquele debilóide! – disse calmamente. – Ele não estava tão exibido ontem à noite quando os dementadores revistaram o nosso lado do trem. Entrou correndo na nossa cabine, não foi, Fred?

– Quase fez xixi nas calças – disse Fred, lançando a Draco um olhar de desprezo.”
PdA, cap. 6, pág. 83

“Rony apanhou a faca, puxou as raízes de Draco para perto e começou a cortá-las de qualquer jeito, de modo que os pedaços ficaram de tamanhos diferentes.
– Professor – falou Draco com a voz arrastada –, Weasley está mutilando as minhas raízes.”

PdA, cap. 7, pág. 105

“Possivelmente foi Percy quem disse as palavras que menos consolaram.
– O pessoal faz um estardalhaço sobre Hogsmeade, mas eu garanto, Harry, o povoado não é tão fantástico quanto dizem – falou ele, sério. – Tudo bem, a loja de doces é bastante boa e a Zonko’s – Logros e Brincadeiras é francamente perigosa e, ah, sim, a Casa dos Gritos sempre vale a pena visitar, mas, verdade, Harry, tirando isso, você não vai perder nada.”

PdA, cap. 8, pág. 126

“A Profª Sibila, porém, não se sentou; seus enormes olhos começaram a passear pela emsa e ela subitamente deixou escapar um gritinho.
– Não me atrevo, diretor! Se eu me sentar, seremos treze! Nada poderia ser mais azarado! Não vamos esquecer que quando treze comem juntos, o primeiro a se levantar será o primeiro a morrer!

– Vamos correr o risco, Sibila – disse a Profª Minerva, impaciente. – Por favor, sente, o peru está esfriando.
Sibila hesitou, depois se acomodou na cadeira vazia, os olhos fechados e a boca contraída, como se estivesse à espera de um raio atingir a mesa. Minerva enfiou uma grande colher na terrina mais próxima.
– Tripas, Sibila?”
PdA, cap. 11, pág. 187

“A Profª Sibila se comportou quase normalmente até o finzinho do almoço de Natal, duas horas depois. Empapuçados com a comida e ainda usando os chapéus da festa, Harry e Rony se levantaram primeiro da mesa e ela deu um grito agudo.
– Meus queridos! Qual dos dois se levantou da cadeira primeiro? Qual?

– Não sei – respondeu Rony olhando preocupado para Harry.
– Duvido que vá fazer muita diferença – disse a Profª Minerva com frieza –, a não ser que o tarado da machadinha esteja esperando aí fora para matar o primeiro que sair para o saguão.”
PdA, cap. 11, pág. 188



“O Sr. Aluado apresenta seus cumprimentos ao Prof. Snape e pede para que ele não meta seu nariz anormalmente grande no que não é de sua conta. 
Snape congelou. Harry arregalou os olhos, para a mensagem, aparvalhado. Mas o mapa não parou aí. Outras frases apareceram embaixo da primeira.

O Sr. Pontas concorda com o Sr. Aluado e gostaria de acrescentar que o Prof. Snape é um safado mal acabado.
Teria sido engraçado se a situação não fosse tão grave. E havia mais…
O Sr. Almofadinhas gostaria de deixar registrado o seu espanto de que um idiota desse calibre tenha chegado a professor.
Harry fechou os olhos horrorizado. Quando os reabriu, o mapa tinha dito a última palavra.
O Sr. Rabicho deseja ao Prof. Snape um bom dia e aconselha a esse seboso que lave os cabelos.
PdA, cap. 14, pág. 232 e 233

“Padrinho? – engrolou o tio Valter. – Você não tem padrinho!
- Tenho, sim – respondeu Harry animado – Era o melhor amigo da minha mãe e do meu pai. E é um assassino condenado, mas fugiu a prisão dos bruxos e esta foragindo. Mas ele gosta de manter contato comigo… saber das minhas noticias… verificar se estou feliz…” PdA, cap. 22, pág. 348

O Cálice de fogo



“ – Sr. Weasley? O senhor está me ouvindo?
As pancadas pararam. Alguém do outro lado fez ‘psiu’.

- Sr. Weasley, é o Harry… a lareira está bloqueada. O senhor não vai conseguir passar por aí.
- Droga! – exclamou a voz do Sr. Wesley. – Eclético, você disse? Com uma tomada? Nossa, eu preciso ver isso… vamos pensar… ai, Rony!
A voz de Rony se juntava a dos outros.
- Que é que estamos fazendo aqui? Deu alguma coisa errada?
- Não, Rony –ouviu-se a voz de Fred muito sarcástica. – Era exatamente aqui que queríamos chegar.
- É, e estamos nos divertindo de montão – acrescentou Jorge, cuja voz parecia abafada, como se ele estivesse esmagado contra a parede.”
CdF, cap. 4, pág. 39


“Já havia uma pequena fila à torneira no canto do acampamento. Harry e Rony entraram logo atrás de dois de dois homens que discutiam acaloradamente. Um deles era um bruxo muito velho eu usava uma longa camisola florida. O outro era visivelmente um bruxo do Ministério; este segurava calças listradas e quase chorava de exasperação.
- Vista as calças, Arquibaldo, seja bonzinho, você não pode andar por aí vestido assim, o trouxa do portão já está ficando desconfiado…

- Comprei isso numa loja de trouxas – defendeu-se o velho bruxo teimando. – Os trouxas usam isso.
- Mulheres trouxas usam isso, Arqui, não os homens, eles usam isto aqui – disse o bruxo do Ministério mostrando as calças listradas.
- Não vou vestir isso – retrucou o velho bruxo indignado. – Gosto de sentir uma brisa saudável nas minhas partes, obrigado.”
CdF, cap. 7, pág. 71


“ – Ora mamãe – disse Fred erguendo os olhos para a mãe, uma expressão morificada no rosto. – Se o Expresso de Hogwarts bater amanha e Jorge e eu morrermos, como é que você iria se sentir sabendo que a ultima coisa que ouvimos de você foi uma acusação sem fundamento?”
CdF, cap. 10, pág. 125

“ – Colin, eu caí na água!- disse ele com a voz aguda, atirando-se no assento de uma cadeira vazia. – Foi genial! E uma coisa na água me agarrou e me empurrou de volta pro barco!
- Legal! – disse Colin, no mesmo tom excitado, – Provalvelmente foi a lula gigante, Dênis!

- Uau! – exclamou Denis, como se ninguém, nem no sonho mais delirante,pudesse esperar coisa melhor do que ser atirado em um lago revolto e profundo e ser atirado de volta por um monstro marinho.”
CdF, cap. 12, pág. 145


“ – Você esta brincando, Weasley? – disse Malfoy às costas deles. – Você disse que alguém convidou isso para ir ao baile? Não foi a sangue ruim de molares compridos, foi?
Harry e Rony se viraram na mesma hora, mas Hermione disse em voz alta, acenando para alguém por cima do ombro de Malfoy:

- Olá, Prof. Moody!
Malfoy ficou pálido e pulou para trás, procurando Moody com um olhar alucinado, mas o professor ainda estava à mesa, terminando seu ensopado.
- Que doninha nervosinha você é, hein? – comentou Hermione demonstrando desprezo, e ela, , Rony e Harry subiram a escadaria de mármore dando boas risadas.”
CdF, cap. 23, pág. 321

A ordem da fênix 


“– É… é, uma boa pergunta, Petúnia. Que é que você estava fazendo embaixo da nossa janela, moleque?
– Ouvindo o noticiário – respondeu Harry, conformado.

O tio e tia trocaram olhares indignados.
– Ouvindo o noticiário? De novo?
– Bom, é que ele muda todos os dias, entende? – respondeu o garoto.”
OdF, cap. 1, pág. 10

“ – Sabemos que você está tramando alguma coisa estranha – retorquiu tia Petúnia.
– Não somos burros, sabe – disse o tio.

– Bom, isso é novidade para mim – retrucou Harry, que começava a se enraivecer, e antes que os Dursley pudessem chamá-lo de volta, o garoto lhes deu as costas, atravessou a frente da casa, pulou por cima da mureta do jardim e começou a subir a rua.”
OdF, cap. 1, pág. 11


“ – Então, há quanto tempo você é o Dudão? – perguntou Harry.
– Não chateia – rosnou o primo dando-lhe as costas.

– Nome legal – comentou Harry, rindo e acompanhando o passo do primo. – Mas pra mim você sempre será o Dudiquinho.
– Já falei, NÃO CHATEIA! – repetiu Duda, cujas mãos, que mais pareciam presuntos, tinham se fechado.
– Os garotos não sabem que é assim que a mamãe te chama?
– Cala essa boca.
– Você não diz a ela para calar a boca. Então posso usar “Fofinho” e “Duduzinho”?
Duda não respondeu. O esforço para não bater no primo pareceu exigir todo o seu autodomínio.
– Então quem é que vocês andaram espancando esta noite? – indagou Harry, parando de sorrir. – Outro garoto de dez anos? Sei que acertaram o Marco Evans anteontem…
– Ele estava pedindo – rosnou Duda.
– Ah, é?
– Ele me desacatou.
– Ah, foi? Disse que você parecia um porco que aprendeu a andar nas patas traseiras? Porque isso não é desacatar, Duda, isso é verdade.”
OdF, cap. 1, pág. 16 e 17


“ – Excelente – exclamou ao ver Tonks e Harry entrarem. – Temos mais ou menos um minto, acho. Talvez fosse bom irmos para o jardim e aguardarmos prontos. Harry, deixei uma carta avisando aos seus tios para não se preocuparem…
– Eles não vão se preocupar – respondeu Harry.

–… que você não corre perigo…
– Assim eles vão ficar deprimidos.
–… e que você os verá no próximo verão.
– Preciso?”
OdF, cap. 3, pág. 48 e 49

“ – Pertenceu ao meu pai – disse Sirius atirando o anel no saco. – Monstro não era tão dedicado a ele quando à minha mãe, mas ainda assim eu o apanhei abraçando uma calça velha do meu pai na semana passada.”
OdF, cap. 9, pág. 99


“A Sra. Weasley soltou um grito agudo igual ao de Hermione.
– Eu não acredito! Eu não acredito! Ah, Rony, que maravilha! Monitor! Como todos na família!

– Que é que Fred e eu somos, filhos do vizinho? – perguntou Jorge indignado,enquanto a mãe o empurrava para o lado e abria os braços para apertar o filho mais novo.”
OdF, cap. 9, pág. 136

“Ela deu mais um beijo na bochecha de Rony, fungou alto e saiu apressada do quarto.
Fred e Jorge se entreolharam.

– Você não se incomoda se a gente não beijar você, não é, Rony? – perguntou Fred, num tom de fingida ansiedade.
– Podemos fazer uma reverência, se você quiser – sugeriu Jorge.
– Ah, calem a boca – disse Rony, amarrando a cara para os irmãos.”
OdF, cap. 9, pág. 137

O Enigma do príncipe 


“Muito bem, então – disse Dumbledore, abrindo a porta do barraco de vassouras e saindo. – Vejo luz na cozinha. Não vamos privar Molly, nem mais um instante, da oportunidade de lamentar como você está magro.”
EdP, cap. 4, pág. 66

“ – Arthur, é você?
– Sou – tornou a voz cansada do sr. Weasley. – Mas eu diria isto, querida, mesmo que fosse um Comensal da Morte. Faça a pergunta correta!

– Ah, francamente…
– Molly!
– Está bem, está bem… qual é a maior ambição de sua vida?
– Descobrir como aviões se sustentam no ar.
A sra. Weasley assentiu e girou a maçaneta, mas pelo visto o sr. Weasley estava segurando-a com firmeza pelo outro lado, porque a porta continuou fechada.
– Molly! Sou eu quem pergunta primeiro!
– Arthur, realmente, que tolice…
– Como é que você gosta que eu a chame quando estamos sozinhos?
Mesmo à luz fraca do candeeiro, deu para Harry ver que a sra. Weasley ficara muito vermelha; ele próprio sentiu um calor em torno das orelhas e do pescoço, e engoliu a sopa depressa, batendo com a colher na tigela o mais alto que pôde.
– Moliuóli – sussurrou a mortificada sra. Weasley pela fresta da porta.”
EdP, cap. 5, pág. 70 e 71


“ – Quando estávamos no Beco Diagonal… – começou Harry, mas o sr. Weasley antecipou-se a ele com uma careta.
– Será que estou prestes a descobrir aonde você, Rony e Hermione foram enquanto pensávamos que estivessem na sala dos fundos da loja de Fred e Jorge?

– Como foi que o senhor…?
– Por favor, Harry. Você está falando com o homem que criou Fred e Jorge.”
EdP, cap. 6, pág. 107 e 108

“ – “Harry Potter sabe qeu pode confiar inteiramente em mim”, falei. “Prefiro morrer a trair sua confiança.”
– O que não me parece grande coisa, porque você já morreu – observou Rony.

– Mais uma vez, você demonstra ter a agudeza de um machado cego – retrucou Nick Quase Sem Cabeça em tom ofendido.”
EdP, cap. 8, pág. 131

“Apontando a varinha a esmo, Harry fez um curto gesto para o alto e disse mentalmente: Levicorpus!
– Aaaaaaaarre!

Houve um lampejo e o quarto se encheu de vozes: todos acordaram com o berro de Rony. Em pânico, Harry varejou longe o Estudos avançados no preparo de poções; seu amigo estava pendurado no ar de cabeça para baixo, como se tivesse sido guinado pelo tornozelo por um gancho invisível.
– Desculpe! – gritou Harry, enquanto Dino e Simas davam grandes gargalhadas, e Neville se levantava do chão pois caíra da cama. – Calma aí… vou fazer você descer…
Ele catou o livro de poções e folheou-o, em pânico, tentando encontrar a página certa; por fim, localizou-a e decifrou a palavra apertadinha sob o feitiço: rezando para que fosse o contrafeitiço, mentalizou: Liberacorpus!, com toda a concentração.
Houve um segundo lampejo e Rony despendou no colchão.
- Desculpe – repetiu Harry tolamente, enquanto Dino e Simas continuavam a dar gargalhadas.
- Amanhã – disse Rony com a voz abafada -, eu prefiro que você use o despertador.”
EdP, cap. 12, pág. 188 e 189


“ – E, por falar em insuspeitadas habilidades em magia, Ronald – aproveitou Jorge -, que história é essa, que estamos sabendo pela Gina, entre você e uma jovem chamada… a não ser que a informação esteja errada, Lilá Brown?
Rony corou um pouco, mas não pareceu aborrecido quando voltou a dar atenção às couves.

– Cuide da sua vida.
– Que resposta malcriada – disse Fred. – Não sei aonde vai buscá-las. Não, o que eu queria saber era… como foi que aconteceu?
– Que é que você que dizer com isso?
– Ela teve um acidente ou coisa parecida?
– Quê?
– Bem, como foi que ela sofreu um dano cerebral tão extenso?”
EdP, cap. 16, pág. 256

“Fred, Jorge, Harry e Rony eram os únicos que sabiam que o anjo no alto da árvore era, na realidade, um gnomo de jardim que mordera o calcanhar de Fred quando ele arrancava cenouras para a ceia de Natal. Estupidificado, pintado de ouro, apertado em um minitutu, com asinhas coladas as costas, ele olhava de cara amarrada para todos, o anjo mais feio que Harry já vira, com uma cabeçorra pela como uma batata e pés cabeludos.”
EdP, cap. 16, pág. 258

As Relíquias da morte


“ – Pois eu não acredito – repetiu o tio, parando outra vez diante de Harry. – Passei metade da noite refletindo e acho que é uma armação para você ficar com a casa.
– A casa? – perguntou Harry. – Que casa?

– Esta casa! – gritou o tio, a veia da testa começando a pulsar. – Nossa casa! Os preços das casas estão disparando por aqui! Você que nos tirar do caminho, fazer meia dúzia de charlatanices e, quando a gente der pela coisa, as escrituras estarão em seu nome…
– O senhor enlouqueceu? Uma armação para ficar com esta casa? Será que o senhor é realmente tão retardado como está parecendo ser?
– Não se atreva!… – guinchou tia Petúnia, mas, novamente, Válter fez sinal para a mulher se calar: ofensas sobre sua personalidade não se comparavam ao perigo que identificara.
– Caso o senhor tenha esquecido – disse Harry –, eu já tenho uma casa, meu padrinho a deixou para mim. Então por que eu iria querer esta? Pelas boas lembranças que guardo daqui?”
RdM, cap. 3, pág. 30


“Não quer dar uma última olhada na casa? – perguntou a Edwiges, que continuava aborrecida com a cabeça sob a asa. – Nunca mais viremos aqui. Você não quer lembrar os bons tempos? Isto é, olhe só para esse capacho. Que recordações… Duda vomitou aí depois que o salvei dos dementadores… Ele acabou me agradecendo, dá para acreditar?… E no verão passado, Dumbledore entrou por essa porta… e aqui embaixo, Edwiges – Harry abriu uma porta sob a escada –, é onde eu costumava dormir! Você nem me conhecia na época… caramba, eu tinha esquecido como é apertado…”
RdM, cap. 4, pág. 39


“ – Se vocês acham que vou deixar seis pessoas arriscarem a vida…!
– … porque é a primeira vez para todos nós – interpôs Rony.

– Isto é diferente, fingir ser eu…
– Bom, nenhum de nós gostou muito da idéia, Harry – disse Fred, sério. – Imagine se alguma coisa der errado e continuarmos para o resto da vida retardados, magricelas e “ocludos”.
Harry não sorriu.
– Não poderão fazer isso se eu não cooperar, precisarão que eu ceda alguns fios de cabelo.
– Então, lá se vai o plano por água abaixo – comentou Jorge. – É óbvio que não há a menor possibilidade de arranjar fios dos seus cabelos, a não ser que você colabore.
– É, treze de nós contra um caro proibido de usar magia; não temos a menor chance – acrescentou Fred.”
RdM, cap. 4, pág. 43

“Rony, Hermione, Fred, Jorge, Fleur e Mundungo beberam. Todos ofegaram e fizeram caretas quando a poção chegou à garganta: imediatamente, suas feições começaram a borbulhar e distorcer como cera quente. Hermione e Mundungo cresceram de repente; Rony, Fred e Jorge encolheram; seus cabelos escureceram, os de Hermione e Fleur pareceram reentrar na cabeça.
Fred e Jorge se viraram um para o outro e disseram juntos:

– Uau… estamos idênticos!
– Não sei, não, acho que estou mais bonito – comentou Fred, examinando seu reflexo na chaleira.
– Bah – exclamou Fleur, mirando-se na porta do microondas – Gui, nam olhe parra mim: estam horrenda.
O verdadeiro Harry achou que aquela talvez fosse a cena mais bizarra que já presenciara na vida, e já vira coisas extremamente exóticas. Observou seus seis duplos mexerem na saca de roupa, tirar trajes completos, pôr óculos e guardar as próprias coisas. Teve vontade de pedir que demonstrassem um pouco mais de respeito por sua intimidade quando começaram a se despir sem censura, visivelmente mais à vontade em desnudar o seu corpo do que estariam com os próprios corpos.
– Eu sabia que Gina estava mentindo sobre aquela tatuagem – disse Rony, olhando para o próprio peito nu.”
RdM, cap. 4, pág. 45 e 46


“ – Como está se sentindo, Jorginho? – sussurrou a sra. Weasley.
O rapaz levou os dedos ao lado da cabeça.

– Mouco – murmurou.
– Que é que ele tem? – perguntou Fred lugubremente, com um ar aterrorizado. – A perda afetou o cérebro dele?
– Mouco – repetiu Jorge, abrindo os olhos e erguendo-os para o irmão. – Entende… Surdo e oco, Fred, sacou?
A sra. Weasley soluçou mais forte que nunca. A cor inundou o rosto pálido de Fred.
– Patético – respondeu Fred ao irmão. – Patético! Com um mundo de piadas sobre ouvidos para escolher, você me sai com “mouco”?
– Ah, bem – disse Jorge, sorrindo para a mãe debulhada em lágrimas. – Agora você vai poder distinguir quem é quem, mamãe.”
RdM, cap. 5, pág. 63

“ – Afinal, que está fazendo com todos esses livros? – perguntou Rony, mancando de volta à cama.
– Tentando decidir quais deles vamos levar conosco, quando formos procurar as Horcruxes.

– Ah, claro – disse Rony, batendo na própria testa. – Esqueci que vamos liquidar Voldemort em uma biblioteca móvel!”
RdM, cap. 6, pág. 79

“ – Rony, você sabe muito bem que Harry e eu fomos criados por trouxas! – lembrou Hermione. – Não ouvimos essas histórias quando éramos pequenos, ouvimos Branca de Neve e os Sete Anões e Cinderela…
– Que é isso, uma doença? – perguntou Rony.”

RdM, cap. 7, pág. 110

“– Quando eu me casar – disse Fred, repuxando as golas de suas vestes –, não vou me preocupar com nenhuma dessas bobagens. Vocês todos podem vestir o que quiserem, e lançarei um Feitiço do Corpo Preso na mamãe até terminar a cerimônia.”
RdM, cap. 8, pág. 111


“Ouviram um som de pezinhos apressado, um lampejo de cobre reluzente, uma batida metálica e um grito de dor: Monstro tinha corrido até Mundugo, acertando-o na cabeça com uma caçarola.
- Tira ele daí, tira ele daí, ele devia ser preso! – berrou o bruxo, se encolhendo quando monstro tornou a erguer a caçarola de fundo pesado.

- Monstro, não! – gritou Harry.
Os braços finos de Monstro estremeceram sob o peso da caçarola que segurava no alto.
- Só mais uma vez, meu senhor Harry, para dar sorte.
Rony riu.
- Precisamos dele consciente, Monstro, mas, se houver necessidade de persuadi-lo, você fará as honras da casa. – Disse Harry.
- Muito, muito obrigado, meu senhor. – disse Monstro com uma reverência, e recuou alguns passos, seus olhos claros ainda pregados em Mundugo, com repugnância.”
RdM, cap. 11, pág. 176

- Ah, está bem. Rapier, pode nos dar a sua interpretação das várias histórias que temos ouvido sobre o Chefão dos Comensais da Morte?
- Pois não, River. Os nossos ouvintes conhecem, a não ser que tenham se refugiado no fundo de um laguinho no jardim ou lugar semelhante, a estratégia usada por Você-Sabe-Quem em que ele permanece nas sombras para criar certo clima de pânico. Vejam bem, se todas as notícias de gente que o avistou forem genuínas, deve ter bem uns dezenove Você-Sabe-Quem andando por aí.

- O que naturalmente convém a ele. – Comentou Kingsley. – O mistério está criando mais terror do que sua real aparição.
- Concordo. – disse Fred. – Então, pessoal, vamos tentar nos acalmar um pouco. As coisas já estão bem ruins sem precisarmos inventar nada. Por exemplo, essa nova idéia de Você-Sabe-Quem ser capaz de matar com um olhar. Isto quem faz é o basilisco. Um teste simples é verificar se aquilo que está olhando para você tem pernas. Se tiver, pode fixá-la nos olhos sem medo, embora haja a probabilidade de ser a última coisa que você fará na vida, se for realmente Você-Sabe-Quem.
Pela primeira vez em muitas semanas, Harry estava rindo: sentia o peso da tensão deixá-lo.
- E os boatos de que não param de avistá-lo no exterior? – Perguntou Lino.
- Bem, quem não iria querer umas férias agradáveis depois de todo o trabalho pesado que tem feito? – respondeu Fred – Pessoal, a questão é: não se deixem abalar pela falsa sensação de segurança achando que ele está fora do país. Talvez esteja, talvez não, e é inegável que, quando ele quer, consegue se deslocar mais rápido do que Severo Snape ameaçado com um xampu, portanto, não confiem que ele esteja muito distante se estiverem planejando se arriscar. Nunca pensei que me ouviria dizer isso, mas a segurança vem em primeiro lugar!
RdM, cap. 22, págs. 344 e 345


“Sei que estão se preparando para lutar.”
Ouviram-se gritos entre os alunos, alguns se abraçaram, aterrorizados, enquanto procuravam ao redor de onde vinha aquele som.

“Seus esforços são inúteis. Não podem lutar comigo. Não quero matar vocês. Tenho grande respeito pelos professores de Hogwarts. Não quero derramar sangue mágico.”
Fez-se, então silêncio no salão, o tipo de silêncio que comprime os tímpanos, que parece vasto demais para ser contido entre as paredes.
“Entreguem-me Harry Potter”, disse a voz de Voldemort, “e ninguém sairá ferido. Entreguem-me Harry Potter e serão recompensados.
Terão até meia-noite.”
O silêncio tornou a engoli-los. Todas as cabeças se viraram, todos os olhares no salão pareciam ter encontrado Harry, para mantê0lo congelado à luz de milhares de raios invisíveis. Então, uma pessoa se levantou à mesa da Sonserina e ele reconheceu Pansy Parkinson, no momento em que ela esticou para o alto um braço trêmelo e gritou:
- Mas ele está ali! Poter está ali! Agarrem ele!
Antes que Harry pudesse falar, houve um movimento massivo. Os alunos da Grifinória tinham se erguido à sua frente e encaravam, não Harry, mas os colegas da Sonserina. Em seguida, os da Lufa-Lufa se puseram de pé e, quase no mesmo momento, os da Cornival, todos de costas para Harry, todos olhando para Pansy, e Harry, aterrado e sufocado, viu varinhas surgirem por todo lado, sacadas de capas e mangas.
- Obrigada, srta. Parkinson – disse professora McGonagall, em tom seco. – Será a primeira a deixar o salão com o sr. Filch. Se os demais alunos de sua Casa puderem acompanhá-la…”
RdM, cáp 31, pág. 475


“De volta à plataforma, eles encontraram Lílian e Hugo, o irmão mais novo de Rosa, entretidos em uma animada discussão sobre a Casa para a qual seriam selecionados, quando finalmente fossem para Hogwarts.
– Se você não for para a Grifinória, nós o deserdaremos – ameaçou Rony –, mas não estou pressionando ninguém.”

RdM, Epílogo, pág. 587

“ – Então aquele é o pequeno Escórpio – comentou Rony em voz baixa. – Não deixe de superá-lo em todos os exames, Rosinha. Graças a Deus você herdou a inteligência da sua mãe.”
RdM, Epílogo, pág. 587


Então é isso galera, espero que tenham gostado.

Meu primeiro Vlog | Treino da fé | Corrida de rua

Na sexta-feria santa rolou o treino da fé que é uma corrida de rua que vai de Perus até Pirapora do bom Jesus, como eu sou a pessoa mais at...