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    "Josielma Ramos"


    Abandonado, largado,
    Vejo um homem sujo, imundo,
    Sentado, encostado no banco desse terminal.

    Mão estendida,
    Boca faminta,
    Indiferença veemente,
    No rosto de toda gente.

    O que ele faz ali, sozinho?
    Quem o abandonou?
    Veio porque quis?
    Ou alguém o obrigou?

    Não sei mais o que esperar da humanidade,
    Que nos obriga pouco a pouco,
    A seguir um caminho sem volta.

    Sinto pena do homem sujo,
    Deitado no frio banco do terminal,
    Passo e olho, e todos que passam fazem o mesmo.

    Apenas olham...

    Porque não ajudo?
    Porque ninguém faz nada?
    Já nos acostumamos com essa situação,
    Por isso não nos esforçamos para muda-la.

    A culpa pode ser dele de estar naquela situação,
    Ou minha...
    Por fazer parte, de uma sociedade discriminatória.

    Mais claro que preferimos acreditar que o culpado seja ele,
    Mesmo que não seja,
    E na maior parte do tempo não é.

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