22 março 2012

Sem assas

"Josielma Ramos"

Sonhei que podia voar,
No meu sonho,
Eu olhava pela janela,
Ficava a observar,
Por onde iria voar.

Tomei um impulso,
Abri os braços e saltei,
Cai...

Não entendi,
Eu podia voar,
Mais não voava.

Abri os braços,
Tentei de novo,
Do outro lado,
Esperando-me,
Estava ele.

Cai de novo,
Não entendi,
Eu queria tanto com ele estar,
Abri os braços,
Uma vez mais.

Novamente cai,
Foi ai que entendi,
Minhas assas haviam sido cortadas,
E jamais saberia,
Oque ele queria de mim.






Louca

"Josielma Ramos"

No momento que mais precisei do teu colo,
Abandonou-me,
Fiquei perdida na escuridão dos teus olhos,
Perdida no caminho da solidão.

Tornei-me louca,
Sem razão,
Fugi pra longe de você.

Mais tudo que consegui,
Foi afastar-me mais de mim.

Minha loucura,
Afundou-me,
Totalmente tola,
E sem noção dos meus atos.

Atirei-me ao precipício,
Tentando voar pra longe de ti,
Novamente fui tola,
Pois voar,
Eu não podia.

Foi linda a vista,
A última que vi,
Seu rosto sorrindo,
Para mim.

Solidão

"Josielma Ramos"

Lá fora tudo é triste,
Mais nisso há poesia,
Escuto o barulho dos carros,
Na noite escura,
Em que estou sozinha.

A noite é triste,
Pois triste também é o vazio,
Em que fico sem você.

Desde que foi embora,
Tudo é chato demais,
Não como,
Não bebo,
Não respiro,
Não vivo.

Sem você,
Tudo é vazio.

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